No marco dos oito meses do sequestro e da prisão ilegal do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama e deputada Cilia Flores, a Juventude da Alba Movimentos lançou uma campanha permanente de envio de cartas e mensagens de solidariedade para o casal, que segue preso em Nova York desde o dia 3 de janeiro, quando os Estados Unidos bombardearam o país sul-americano.
A iniciativa nasceu a partir da experiência de jovens de diversos países que participaram da Brigada Fidel Castro em território venezuelano durante o mês de agosto. Segundo Vittória Paz, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrante da secretaria da Alba Movimentos, a mobilização visa romper o silêncio em torno do caso e demonstrar o apoio internacional dos povos e movimentos populares aos líderes e ao povo venezuelano.
“No marco da brigada, pensando no papel central da juventude no processo de solidariedade, nós decidimos trazer de volta a visibilidade para a data do dia 3, que é uma data marcante por representar mais um mês do sequestro do presidente e da primeira-dama. Nesse sentido, a juventude vai lançar a campanha de envio de cartas a Nicolás e a Cilia, para que eles sintam a solidariedade internacional dos povos e das organizações populares da Alba Movimentos para com eles”, afirma a ativista.
“Não podemos deixar essa data do sequestro do presidente e da primeira-dama cair no esquecimento, porque é uma data muito simbólica. Todo mês nós nos lembramos de que é um mês a mais deles na prisão e do povo venezuelano sem o seu presidente democraticamente eleito e sem a sua deputada, também democraticamente eleita, enquanto o nosso continente continua à mercê desse sequestro”, agrega Paz.
A Alba Movimentos reforça que a agressão contra a Venezuela representa um ataque direto à soberania de todo o continente. Para a militância, o sequestro do presidente eleito democraticamente busca enfraquecer e controlar o processo da Revolução Bolivariana.
A campanha convoca comitês nacionais, organizações sociais e a militância popular a participarem ativamente. As mensagens podem ser enviadas em diferentes formatos, como cartas escritas à mão ou digitais, desenhos infantis e até mesmo gravações de vídeo com a leitura dos textos.
Os interessados em participar podem enviar as mensagens de forma digital para o e-mail [email protected]. Quem preferir o envio físico de correspondências pode utilizar o endereço de caixa postal nos Estados Unidos, destinado a Nicolás Maduro e Cilia Flores, no PO Box 329002, Brooklyn, Nova York, CEP 11232-902, nos Estados Unidos.
A organização continental destaca que a solidariedade internacional não vai cessar e que os movimentos populares continuarão erguendo suas vozes em defesa da liberdade do povo venezuelano e da unidade anti-imperialista na região.
