Em despacho assinado na noite da quinta-feira (10), Mendonça promoveu o levantamento do sigilo da Petição 5.556/DF, processo que concentra a investigação no STF relacionada às suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro informou, ainda, que providências administrativas estão sendo tomadas para enviar a cópia integral dos referidos autos à Presidência do Supremo e aos gabinetes dos ministros.
Mendonça afirmou, através do despacho, que trata-se de uma decisão tomada em harmonia à solicitação do presidente da Corte. O ministro Edson Fachin pediu, pouco antes da publicação do documento em questão, o levantamento do sigilo da investigação, mantendo sob segredo apenas diligências consideradas imprescindíveis às investigações.
O STF atravessa uma crise e, diante do cenário, Fachin convocou uma sessão plenária extraordinária da Corte para a próxima terça-feira (15).
O ponto central da sessão deverá ser o relatório produzido pela PF a partir das mensagens encontradas nos aparelhos de Vorcaro e a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório produzido por Mendonça.
A situação chegou ao plenário depois de uma escalada de conflitos entre ministros. Mendonça, relator das investigações do caso Master, havia determinado medidas relacionadas à investigação envolvendo diretamente Alexandre de Moraes, sem passar pelo plenário da Corte; Moraes, por sua vez, pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade. Paralelamente, Mendonça e Flávio Dino tomaram decisões conflitantes sobre a direção da Polícia Federal. Fachin suspendeu essas decisões para tentar interromper o choque entre os ministros.
O presidente do STF também retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news e determinou que novas investigações envolvendo ministros do STF passem pela Presidência da Corte.


