"Quando Rodrigo Chaves era presidente, pouco antes de Laura Fernández assumir, Bukele esteve na Costa Rica e deu orientações sobre a construção de cadeia e da política de enfrentamento em relação ao narcotráfico. Nesse sentido, vão ter destaques: a questão do encarceramento em massa da população e o aumento da cooperação internacional com outros países, especialmente com os EUA", disse.
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"Na América Central, tem um transbordamento muito grande das questões políticas. O que acontece em um país da América Central costuma transbordar muito facilmente e influenciar muito facilmente o rumo dos seus vizinhos. Então, nesse sentido, Bukele é uma referência muito forte também para Costa Rica", comenta.
Sem Forças Armadas e fluxo do crime internacional
"Se por um lado, é positivo não ter Forças Armadas e o desarmamento do próprio país, por outro, a gente vem percebendo que [na Costa Rica] e nos países que têm um histórico mais pacífico e histórico de menor vigilância na América Latina acabam sendo utilizados pelas redes internacionais do narcotráfico, de contrabando e de mineração", destaca.
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"[A Costa Rica foi vista] durante muito tempo como a Suíça da América Latina. A Costa Rica aboliu as Forças Armadas no final dos anos 40, e isso gerou um grande desenvolvimento, porque o dinheiro foi utilizado para desenvolver a educação e a saúde pública. E, por outro lado, também é um paraíso fiscal que a gente sabe que é bastante benéfico para a lavagem de dinheiro dessas organizações criminosas", observa.
Relação com a Casa Branca afasta o país de Pequim
"No começo dos anos 2000, a Costa Rica vinha se aproximando da China, inclusive com acordos de cooperação tecnológica, e a gente tem visto uma tendência também à retração dessa cooperação cada vez que a Costa Rica se aproxima dos EUA. E eu não vejo o Escudo das Américas, por exemplo, como um mecanismo que vai resolver os problemas da violência e crime organizado na América Latina", conclui.
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