Em 4 de setembro, o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia anunciou uma operação para desmantelar uma quadrilha liderada por altos funcionários da Procuradoria-Geral e ligada a centrais de chamadas fraudulentas.
Já no último sábado (5), a Procuradoria Especializada Anticorrupção publicou informações sobre buscas realizadas no escritório do procurador-geral e divulgou uma foto de um cofre cheio de maços de dinheiro. Kravchenko havia declarado anteriormente que não renunciaria apesar do escândalo.
Mais cedo, o procurador-geral informou que havia sido convocado para comparecer ao Parlamento na terça-feira (8) para prestar esclarecimentos sobre a investigação sobre as centrais de golpes.
Segundo relatos da imprensa, cerca de 2 mil centrais de chamadas fraudulentas foram realizadas pelo esquema na Ucrânia, sendo metade delas sob controle de altos funcionários do governo.
A mídia local revelou que o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) seria responsável por cobrar cotas dos administradores das centrais fraudulentas, e cada uma delas pagaria cerca de US$ 20 mil (R$ 102,5 mil) por mês.
Segundo a publicação, funcionários do SBU, do serviço de inteligência do Ministério da Defesa, da Polícia Nacional, da Procuradoria, do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras e de outras instituições estariam envolvidos no esquema.


