Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social Truth Social uma foto da Lua com a Terra ao fundo, com a legenda "A Lua é nossa".
"Nenhum país consegue lidar com isso. Nem em termos de dinheiro, nem em termos de tecnologia. Mas, o mais importante: como é muito caro e muito demorado, para que haja financiamento público, é preciso que existam objetivos nacionais que justifiquem o investimento", detalhou Ionin.
Segundo ele, nem os Estados Unidos, nem a China, nem a Rússia possuem essas metas, mas a humanidade em geral as tem. Portanto, deste ponto de vista, a Lua deve ser "comum", enfatizou o especialista.
Ao mesmo tempo, como observou o especialista, a publicação de uma imagem tão controversa se encaixa na imagem midiática de Trump, que se consolidou ao longo dos dois anos e meio de seu segundo mandato presidencial.
No mesmo dia, o presidente estadunidense publicou mais de três dúzias de imagens, principalmente geradas por inteligência artificial. De acordo com Ionin, é difícil determinar "onde há apenas uma imagem e onde há algo real".
Além disso, o especialista chamou a atenção para o fato de que, durante o segundo mandato de Trump nos EUA, pela primeira vez não existe o Conselho Espacial, formado ainda sob John Kennedy e sempre liderado pelo vice-presidente.
Sem tal Conselho, a solução de uma tarefa intersetorial complexa, como o desenvolvimento de outro corpo celeste, é impossível, de acordo com Ionin.


