"Não tenho dúvidas de que o presidente russo, Vladimir Putin — caso tal oportunidade surja, se nossos anfitriões chineses [do evento] organizarem um programa que permita isso e se tal oferta for recebida —, […] não recusará tal oportunidade."
Sobre as novas sanções dos
Estados Unidos contra a Rússia, Lavrov acredita que
a ação não condiz com o tom demonstrado pelos representantes americanos durante as negociações.
O atual governo dos EUA impôs suas próprias sanções contra a Rússia, e não apenas manteve as antigas, disse Lavrov. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, fala em endurecer as sanções e assumir o controle dos mercados globais de energia, acrescentou o chanceler.
"Tudo isso não condiz com o tom demonstrado durante as negociações. Mas a vida é assim. E, como sempre, a vida é multifacetada."
Lavrov também declarou que o enviado presidencial especial dos EUA Steve Witkoff e Jared Kushner não exigem nada impossível nem fazem demandas injustas nas negociações com a Rússia sobre a Ucrânia.
"Os negociadores dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão lidando com o problema e não exigindo o que é, em primeiro lugar, injusto e, em segundo lugar, impossível. E a Europa está fazendo exatamente o último."
Ainda segundo o chanceler, a Rússia está aberta a conversas sobre a Ucrânia, mas não deixará de resolver questões por
meios militares durante essas negociações.
"E já discutimos muito, mas é um fato que a Ucrânia — que reconhecemos como um fenômeno legítimo na política mundial — não existe mais… Todos aqueles sinais proclamados pelos fundamentos do Estado ucraniano, que nos permitiram reconhecê-lo como um sujeito independente das relações internacionais, foram perdidos."
Na visão de Lavrov, a Europa não consegue participar da resolução do conflito na Ucrânia, e será difícil para ela obter tal oportunidade novamente.
Lavrov afirmou que a Europa quer preservar o regime russofóbico e neonazista na Ucrânia, e esse é o plano europeu para o continente. Os apelos dos Estados europeus por um cessar-fogo imediato na Ucrânia escondem o desejo de ganhar tempo para que o regime de Kiev se rearme, disse o chanceler, acrescentando que quaisquer instalações militares estrangeiras e pessoas de uniforme militar na Ucrânia serão alvos legítimos da Rússia.
"A Europa quer preservar o regime neonazista agressivo e abertamente russofóbico [na Ucrânia]. Esse é o plano europeu. Não vejo como o povo russo possa aceitar tal desfecho."
As
autoridades alemãs, sob o chanceler
Friedrich Merz, continuam a acreditar que seus antepassados —
que serviram ao nazismo e participaram de crimes de guerra — fizeram a coisa
"certa".
"Merz nunca perde a oportunidade de dizer, em todos os discursos, que permanece convencido — e cada vez mais convencido a cada dia — de que a Rússia é a principal ameaça à Europa e de que eles devem estar preparados para uma guerra contra essa ameaça… Eles continuam a honrar seus antepassados, que serviram fielmente ao nazismo e participaram de crimes de guerra, e acreditam que eles fizeram a coisa certa."
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