Túmulo egípcio de 4.400 anos é descoberto com relevos intactos e cores originais (FOTOS)

08/09/2026 às 15:383 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Arqueólogos em Saqqara, no Egito, identificaram uma mastaba, um túmulo egípcio retangular de paredes inclinadas de cerca de 4.400 anos pertencente ao alto funcionário Younmin e a seu pai, Ity. O túmulo, datado do final da Quinta Dinastia, foi encontrado na Necrópole de Mariette e preserva relevos agrícolas e procissões de oferendas ainda com vestígios de cor.
A estrutura contém duas capelas funerárias, sendo uma maior dedicada a Younmin e a menor a Ity. De acordo com os pesquisadores, as inscrições revelam que ambos integravam a administração estatal, indicando que não se tratava de um enterro comum, mas de uma família ligada ao funcionamento burocrático do Antigo Império.
© Foto / Conta oficial do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito nas redes sociaisUma vista das paredes internas da tumba mastaba com cerca de 4.400 anos, pertencente a um alto funcionário egípcio e seu pai descoberta por arqueólogos que trabalham em Saqqara.
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Uma vista das paredes internas da tumba mastaba com cerca de 4.400 anos, pertencente a um alto funcionário egípcio e seu pai descoberta por arqueólogos que trabalham em Saqqara.
© Foto / Conta oficial do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito nas redes sociaisAs paredes circundantes decoradas com relevos de alta qualidade que retratavam atividades agrícolas e procissões trazendo oferendas para o túmulo.
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As paredes circundantes decoradas com relevos de alta qualidade que retratavam atividades agrícolas e procissões trazendo oferendas para o túmulo.
© Foto / Conta oficial do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito nas redes sociaisNo detalhe, as inscrições em relevo e com cores originais ainda preservadas encontradas na tumba mastaba com cerca de 4.400 anos.
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No detalhe, as inscrições em relevo e com cores originais ainda preservadas encontradas na tumba mastaba com cerca de 4.400 anos.
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Uma vista das paredes internas da tumba mastaba com cerca de 4.400 anos, pertencente a um alto funcionário egípcio e seu pai descoberta por arqueólogos que trabalham em Saqqara.
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As paredes circundantes decoradas com relevos de alta qualidade que retratavam atividades agrícolas e procissões trazendo oferendas para o túmulo.
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No detalhe, as inscrições em relevo e com cores originais ainda preservadas encontradas na tumba mastaba com cerca de 4.400 anos.
Para os arqueólogos, as evidências apontam que Younmin ocupou cargos de destaque, como juiz, diretor do tribunal e chefe dos escribas responsáveis por analisar petições. Esses títulos oferecem um raro vislumbre da máquina administrativa que sustentava o Estado egípcio, mostrando como disputas e solicitações eram processadas.
Já Ity também deve ter atuado na administração dos escribas, com funções relacionadas à gestão de terras agrícolas e oferendas. Em uma sociedade dependente da produção rural, esses papéis eram essenciais para o sistema fiscal e para as instituições funerárias.
A capela de Younmin preserva relevos de alta qualidade com cenas agrícolas e procissões de oferendas, elementos que garantiam simbolicamente o abastecimento do falecido na vida após a morte. Muitas dessas imagens mantêm suas cores originais, reforçando o valor artístico da descoberta.
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E, embora a capela de Ity esteja menos preservada, ela ainda conserva decorações coloridas e uma falsa porta, elemento simbólico que representava a passagem entre o mundo dos vivos e o dos mortos e onde eram depostas oferendas destinadas ao falecido.
Com a escavação concluída, conservadores estabilizaram arquitetura, relevos e pigmentos. O túmulo agora revela a história de duas gerações de administradores que serviram ao Estado egípcio há mais de quatro milênios, ampliando o entendimento sobre a elite burocrática que sustentava o poder faraônico.

A mastaba já constava em registros desde o século XIX, quando Auguste Mariette mapeou a área, mas nunca havia sido escavada com métodos modernos. A pesquisa atual integra um esforço recente de missões internacionais para estudar setores pouco explorados de Saqqara.

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