"O Japão, embora pareça que seja algo de agora, sempre foi atuante na região. Mas de forma muito silenciosa, justamente por causa dessas suas amarras históricas, constitucionais. E a primeira-ministra agora, Takaishi, ela é da linha política de Shinzo Abe, e é do grupo político dele. O conceito também japonês de armamento também, cada vez mais, se torna um conceito mais amplo", disse.
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"O FOIP é um conceito usado a partir de 2017 pelo Japão, pensando na região do Indo-Pacífico, e tem contextos como ordem baseada em regras, que é um conceito estadunidense. É um termo que eles usam para utilizarem o direito internacional a seu bel-prazer", comenta.
ASEAN age para contrabalançar o programa japonês
"O AOIP foi uma resposta diplomática da ASEAN ao FOIP. Defende uma visão inclusiva, não de confronto e centrada na ASEAN como centro de disputas e de conversas, que fala exclusivamente em cooperação econômica, conectividade, desenvolvimento e também para falar sobre as novas pautas de sustentabilidade", destaca.
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"No Sudeste Asiático, o Japão cometeu atrocidades na Segunda Guerra Mundial, como fazer teste de vírus em cobaias humanas. No entanto, o Japão é visto como neutro porque não está no centro da disputa geopolítica maior, e historicamente há muitas empresas japonesas desde os anos 70 e 80 que empregaram milhares de pessoas. Agora, o Japão tem a concorrência [comercial] da Coreia do Sul", observa.
Tóquio mira Pequim e se projeta no Sudeste Asiático
"Se as Filipinas usarem radares para ficar de olho nos aviões chineses, são os filipinos, a gente [o Japão] vendeu os radares, não é a gente que militariza a região. Então assim, o FOIP é mais como construir uma resiliência econômica e tecnológica regional, que seja mais benéfica ao Japão. Em questão de militarização [e tentativa de contenção à Pequim], acho que o Japão tende mais ao QUAD e o SQUAD", conclui.
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