EUA conduziram operação ultrassecreta para desminar estreito de Ormuz, diz mídia

08/09/2026 às 15:011 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Para realizarem essa missão, os marinheiros norte-americanos usaram dispositivos, como o MK 18 Mod 2 Kingfish, com sensores de visão lateral de alta resolução que podem detectar explosivos subaquáticos. Essas tecnologias ajudam as forças a atravessar grandes áreas com risco mínimo para os membros da tripulação.
"Trabalharam em pequenas equipes à noite usando embarcações de casco inflável e localizaram as minas no fundo do estreito com a ajuda de barcos-robôs e submersíveis operando sonares de arrasto", especificou a mídia.
Além disso, eles poderiam usar robôs submersíveis como o SeaFox do Reino Unido ou o AN/ASQ-235 Anchorfish dos EUA para a desminagem, sugeriu o especialista na área Bryan Clark.
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De acordo com a Organização Marítima Internacional, até junho, cerca de 80 minas tinham sido colocadas nas rotas vitais do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da oferta mundial de petróleo.
Na semana passada, o presidente americano Donald Trump anunciou que "todas as minas" nas águas internacionais desta hidrovia crucial haviam sido removidas ou detonadas ao declará-la "território dos EUA".

Segurança de navegação em questão

Apesar dessas declarações do líder norte-americano, a segurança da navegação no estreito de Ormuz continua em xeque, já que o Centro Conjunto de Informação Marítima dirigido pela Marinha dos EUA alertou que ainda havia um "risco" de encontrar minas à deriva.
Por sua vez, Teerã rejeitou as alegações de Trump de que a hidrovia estava livre de explosivos, já que ninguém, exceto o Irã, sabia a localização de todas as minas.
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Um porta-voz militar iraniano também afirmou na quinta-feira (3) que Teerã tinha colocado mais minas perto de Omã, perto de onde as forças dos EUA estão movimentando navios de carga. Como consequência, pelo menos dois petroleiros atingiram explosivos na semana passada, segundo as mídias iranianas.
No entanto, os especialistas destacam que a ameaça ligada às minas permanece atual, já que os explosivos podem ser instalados de novo, enquanto a segurança de todo o estreito ainda depende da situação militar e política na região, que continua instável.
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