Pimenta defende investigação sem privilégios no STF e afirma que ninguém pode interferir no trabalho da PF

09/09/2026 às 19:144 visualizações
A declaração foi feita durante o jantar da Frente Ampla da Saúde com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no CTG 35, em Porto Alegre
A declaração foi feita durante o jantar da Frente Ampla da Saúde com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no CTG 35, em Porto Alegre
Brasil de Fato

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do Governo Lula na Câmara e candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, defende que não haja privilégios nas investigações envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que ninguém pode interferir no trabalho da Polícia Federal. A declaração foi feita durante o jantar da Frente Ampla da Saúde com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no CTG 35, em Porto Alegre.

Pimenta afirmou que as suspeitas envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça precisam ser investigadas com independência e transparência, bem como nenhuma autoridade, independente do cargo que ocupa, pode estar acima da lei. “Nós não podemos permitir que nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal esteja acima da lei. Temos que garantir que o Fachin tome as rédeas, chame para ele a investigação, investigue o Alexandre de Moraes, mas investigue também o André Mendonça”, afirmou.

Ao abordar a crise, Pimenta fez um alerta sobre o risco de interferências institucionais que podem ter consequências no processo eleitoral. “Não vamos assistir a uma nova Lava Jato de braços cruzados, minha gente”, disse Pimenta. A referência remete à operação comandada pelo então juiz Sergio Moro, cuja atuação teve forte impacto sobre o cenário político e eleitoral de 2018. Lula foi impedido de disputar aquela eleição após sua condenação, posteriormente anulada pelo STF, e Moro deixou a magistratura no ano seguinte para assumir o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro, vencedor daquele pleito.

Para Pimenta, aquela experiência exige atenção redobrada diante de qualquer tentativa de utilizar investigações ou interferir no funcionamento da Polícia Federal com objetivos políticos ou eleitorais. Na avaliação do deputado, não é aceitável que a decisão de um ministro do Supremo resulte na troca do comando da PF para impedir ou limitar investigações que possam alcançar ou proteger quem quer que seja. “Não vamos assistir o diretor-geral da Polícia Federal ser afastado e ninguém vai escolher o que a Polícia Federal pode ou não pode investigar”, ressaltou.

Segundo ele, todas as suspeitas devem ser investigadas, sem proteção ou seletividade, inclusive quando envolverem integrantes do próprio STF. “Nós precisamos levantar a nossa voz para defender o Lula, para defender a democracia, para defender a soberania”, afirma o deputado.

Fonte
Brasil de Fato
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