"Se essas condições legais não forem atendidas, como líder da oposição e candidato que recebeu mais de 12 milhões de votos na eleição, não me submeterei a essa violação da nossa soberania e embarcarei no caminho da desobediência civil pacífica", afirmou Cepeda em seu discurso.
Um possível cenário
"Acredito que a reação de Cepeda, sua mudança de posição em relação aos resultados das eleições, define o tom do que a Colômbia vivenciará nos próximos quatro anos. Mas não se trata de ser a favor ou contra o presidente eleito, e sim de como isso afeta o clima de estabilidade institucional na Colômbia", afirmou o analista.
Um cenário de violência?
"O convite de Cepeda é para o exercício da oposição pacífica, mas o problema é que, mesmo que um líder político convoque a mobilização pacífica, é difícil para as pessoas de fato o fazerem, especialmente quando pode haver uma força policial que incita a violência", argumentou o acadêmico.
Mendoza, por sua vez, alertou que "a Colômbia é um país violento por natureza" e que, após um histórico de violência política entre as sucessivas facções políticas que disputaram o controle do país, "a tolerância diminuiu significativamente desde a última eleição".



