O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) visitou, nessa terça-feira, 30 de junho, um dos locais de funcionamento do Programa MP Sustentare, realizado em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e com a empresa JG Recicla. Por meio do programa, apenados fazem a reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos recolhidos nos municípios envolvidos no projeto.
A procuradora de Justiça Ana Marchesan, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, esteve na vistoria, realizada na Penitenciária Estadual de Canoas 4 (Pecan 4). No local, 40 apenados do regime fechado estão envolvidos com a reciclagem.
Segundo a procuradora, a iniciativa mostra que é possível unir qualificação profissional e proteção do meio ambiente. “A cada três dias trabalhados, os apenados conquistam a remissão de um dia de pena (um dia a menos no cumprimento da pena). Ao mesmo tempo, recebem remuneração para si próprios e para as famílias. Também ajudam muito o meio ambiente, mediante o reaproveitamento e destinação adequada dos materiais e redução no consumo de energia”, afirma.
Criado em 2016, o Programa passou a contar com a participação do MPRS em agosto de 2025, quando houve expansão para outros municípios. Hoje já são 37. Além da Pecan 4, o trabalho prisional também ocorre no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre, e na Penitenciária Estadual de Santa Maria.
Desde o ingresso do MP na operação, mais de 500 toneladas de resíduos eletroeletrônicos já foram recolhidas. Parte desse total foi valorizada e reciclada em unidades prisionais.
Para Ana Marchesan, ao promover a destinação correta de resíduos eletrônicos, a iniciativa contribui também para a qualificação profissional das pessoas privadas de liberdade. “São pessoas que se sentem realmente engajadas, saem dali já com um ofício. Muitas vezes, recebem certificado e com isso garantem vaga de emprego no mercado formal de trabalho. O Ministério Público se sente muito orgulhoso de estar engajado nesse projeto”, destaca.





