"Agora, a China está tentando tomar o controle do canal do Panamá. Não vamos deixar isso acontecer, certo?", declarou Trump durante um discurso em Medora, no estado norte-americano da Dakota do Norte.
Em fevereiro, o governo do Panamá informou que as autoridades do país assumiram temporariamente a administração dos portos de Balboa e Cristóbal, localizados no canal. A decisão ocorreu após o contrato de concessão da Panama Ports Company (PPC), subsidiária local do grupo Hutchison, de Hong Kong, ser declarado inválido.
Posteriormente, a Suprema Corte do Panamá decidiu que a lei de 1997, que autorizou a concessão à PPC para operar os terminais de Balboa, na costa do Pacífico, e de Cristóbal, na costa do Atlântico, era inconstitucional.
O Escritório para Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado da China classificou a decisão da Justiça panamenha como "absurda". Para o órgão, houve violação dos direitos legais do grupo chinês, que entrou com uma ação judicial contra o governo panamenho.
As autoridades chinesas, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, acusaram o Panamá de ceder à "hegemonia" e à "pressão e intimidação", em vez de defender sua independência nacional, e advertiram para possíveis consequências políticas e econômicas.
A decisão da Justiça panamenha foi amplamente vista como uma vitória para Washington, em meio ao acirramento da rivalidade entre Estados Unidos e China sobre as rotas comerciais globais.
Em seu discurso de posse no ano passado, Trump deixou claro que Washington pretendia assumir o controle do canal. Desde então, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tem visitado repetidamente o Panamá para transmitir a posição de Washington a Mulino.


