Rússia realiza ataque massivo com mísseis e drones em Kiev; pelo menos 17 pessoas morrerram

Por Serguei Monin02/07/2026 às 10:510 visualizações

A Rússia realizou um grande ataque de mísseis e drones contra a capital ucraniana de Kiev na madrugada desta quinta-feira (2). Pelo menos 13 pessoas morreram e cerca de 90 ficaram feridas. O Ministério da Defesa russo confirmou o bombardeio, alegando ter atingido infraestrutura de defesa e abastecimento de combustíveis como uma retaliação aos recentes ataques ucranianos.

De acordo com a Força Aérea Ucraniana, o ataque desta madrugada foi realizado com 75 mísseis e 496 drones, acrescentando que 524 destes alvos da defesa aérea do país foram abatidos ou neutralizados. Ataques também foram relatados em outras regiões da Ucrânia, além da capital.

“A característica distintiva deste ataque massivo é o uso simultâneo de vários tipos de armas de ataque aéreo a partir de diferentes direções, o uso de um grande número de mísseis balísticos e drones a jato”, diz o comunicado.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou nas redes sociais que as “forças de defesa aérea conseguiram abater um número significativo de armas de ataque, mas não todas”.

Segundo os últimos relatos das autoridades locais, 17 pessoas morreram e aproximadamente 90 ficaram feridas em consequência do bombardeio, mas esse número deve aumentar à medida que avança a remoção dos escombros. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia (SES) informou que equipes de resgate estão trabalhando em 15 locais.

Moscou alega que ataque foi uma retaliação

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, afirmou que as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque massivo contra empresas da indústria de defesa ucraniana, instalações de infraestrutura militar, centros de logística e instalações de energia que apoiam a produção de armas e drones.

“A Radioniks LLC, empresa de montagem de componentes e radioeletrônica, foi atingida em Kiev. Trata-se de uma importante instalação de pesquisa e produção que fabrica sistemas de orientação para mísseis de cruzeiro de longo alcance Flamingo, mísseis operacionais-táticos FirePoint-7 e -9, mísseis guiados Neptune-MD e mísseis terra-ar (Projeto Clone). Os produtos da empresa também impactam diretamente as capacidades de combate da Força Aérea Ucraniana e sua capacidade de neutralizar sistemas de defesa aérea”, diz o comunicado.

De acordo com a pasta, o ataque foi uma resposta aos ataques das Forças Armadas da Ucrânia contra infraestrutura civil na Rússia, ocorridos na mesma madrugada desta quinta-feira, contra a região russa de Nizhny Novgorod.

De acordo com o governador regional, um total de 30 drones foram abatidos sobre a região. Uma pessoa morreu e quatro pessoas ficaram feridas, uma delas hospitalizada. Foi relatado também que os destroços causaram “danos não críticos” a uma instalação industrial e a vários prédios residenciais.

Kremlin diz que ‘reforçará pressão sobre a Ucrânia’

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou nesta quinta-feira que a Rússia continuará aumentando a pressão sobre Kiev para alcançar seus objetivos no conflito. A fala foi durante um briefing à imprensa, em que ele comentou sobre os planos da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, de propor novas sanções contra a Rússia.

Em 2 de julho, Kallas declarou que os ataques a Kiev só poderiam ser interrompidos “por meio do apoio militar contínuo à Ucrânia e do aumento da pressão sobre Moscou”. “Hoje, proporei a imposição de sanções contra novas organizações que apoiam o complexo militar-industrial russo em resposta aos ataques. […] Aumentaremos o preço até que a Rússia entenda que não pode vencer”, escreveu ela na plataforma de mídia social X.

O porta-voz da presidência russa, por sua vez, destacou que Moscou não pode ignorar o fato de que a Europa embarcou em um caminho de militarização e está se dedicando ao confronto com a Rússia.

“O fato de que, à medida que sua identidade de defesa se desenvolve, a União Europeia embarcou em um caminho de militarização e está se dedicando ao confronto com a Federação Russa também é inequívoco. É claro que não podemos ignorar isso”, disse Peskov.

Fonte
Brasil de Fato
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