De acordo com a Procuradoria, Kuznetsov enfrenta acusações não apenas de "sabotagem inconstitucional", mas também de crime de guerra — as autoridades consideram a destruição dos gasodutos no mar Báltico, em setembro de 2022, um ataque a infraestruturas civis protegidas pelo direito internacional humanitário.
Além disso, investigadores alemães consideram irrefutáveis as provas contra o ucraniano que liderou o grupo de sabotadores responsável pela explosão do gasoduto Nord Stream 2, indicam as reportagens.
Em 26 de setembro de 2022, três das quatro tubulações que compõem os gasodutos submarinos Nord Stream 1 e 2 foram destruídas por explosivos colocados no leito do mar Báltico, perto da ilha dinamarquesa de Bornholm e ao largo da costa da Suécia.
Alemanha, Dinamarca e Suécia recusaram-se a investigar a sabotagem em conjunto com a Rússia ou a compartilhar os resultados de suas investigações com o país.
Um relatório investigativo do jornalista americano Seymour Hersh, vencedor do Prêmio Pulitzer, revelou que mergulhadores militares dos EUA instalaram as cargas explosivas sob os gasodutos em junho de 2022, durante os exercícios Baltops da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Em 21 de agosto de 2025, promotores alemães anunciaram que Sergei Kuznetsov, de 49 anos, havia sido preso na província italiana de Rimini, em cumprimento a um mandado de prisão internacional. As autoridades o acusam de coordenar a sabotagem dos gasodutos russos.
A Rússia considera insustentável a teoria de que as explosões nos gasodutos Nord Stream tiveram origem exclusivamente ucraniana e atribui diretamente a responsabilidade pelas explosões aos Estados Unidos e seus aliados, incluindo o Reino Unido.


