Após a escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia no final de fevereiro daquele ano, Kuznetsov e outros militares teriam elaborado um plano, a mando de autoridades estatais ucranianas, para destruir os gasodutos Nord Stream 1 e 2.
Kuznetsov é suspeito, na qualidade de coautor, de cometer um crime de guerra ao atacar alvos civis, provocar uma explosão, destruir estruturas e interromper serviços de utilidade pública, afirmaram os promotores, acrescentando que o acusado liderou o plano e um grupo composto por vários mergulhadores profissionais, um capitão de embarcação e um especialista em explosivos.
Os promotores informaram que Kuznetsov e seus cúmplices utilizaram um iate para transportar grandes quantidades de explosivos de alto desempenho — passíveis de uso militar — até águas internacionais próximo à ilha dinamarquesa de Bornholm, onde estavam os gasodutos.
Em 26 de setembro de 2022, o grupo detonou os explosivos, no leito marinho, provocando grandes vazamentos de gás. Kuznetsov foi preso na Itália em agosto de 2025 e transferido para a Alemanha em novembro do mesmo ano, segundo os promotores.
Alemanha, Dinamarca e Suécia recusaram-se a investigar a sabotagem em conjunto com a Rússia ou a compartilhar os resultados de suas investigações com o país.
Um relatório investigativo do jornalista americano Seymour Hersh, vencedor do Prêmio Pulitzer, revelou que mergulhadores militares dos EUA instalaram as cargas explosivas sob os gasodutos em junho de 2022, durante os exercícios Baltops, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
A Rússia considera insustentável a teoria de que as explosões nos gasodutos Nord Stream tiveram origem exclusivamente ucraniana e atribui diretamente a responsabilidade pelo atentado aos Estados Unidos e seus aliados, incluindo o Reino Unido.


