"Eu acho que o presidente Lula tem razão na fala dele. O mundo vive uma instabilidade geopolítica, a gente tem uma perspectiva no futuro de que o mundo seja mais instável. Nós temos uma condição de que novas frentes de batalha e formas de batalhar estejam em vias de acontecer. Nesse sentido, eu acho que o presidente tem consciência situacional sobre o nosso momento", disse.
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"[É preciso] trabalhar com inteligência e comprar, por exemplo, uma linha de blindados novos. Tanques pesados, acho inviável para o nosso país, até por conta da nossa dimensão territorial. Quando a gente fala em soberania, nós não podemos esquecer das comunicações. Ter uma rede satélite independente, como foi feito com o satélite geoestacionário [o SGDC-1] de defesa, é importante, mas só um satélite não condiz com a independência que nós almejamos", comenta.
Cibersegurança é fundamental para o atual momento
"Penso que cibersegurança, consciência situacional e trazer para o Brasil uma rede cibernética avançada é importantíssimo e desvincular nossas redes externas. Trazer aqui uma capacidade autônoma para o cenário nacional, seja de redes de comunicação ou intranet, capaz de nos prover segurança contra interferência externa. Talvez a comunicação seja o principal, no meu ponto de vista", destaca.
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"Em segundo lugar, investimentos em veículos autônomos para a Força Aérea, Exército e Marinha são essenciais para a fiscalização das fronteiras e da Amazônia Azul. Penso que aeronaves de patrulha autônoma teriam condição de fazer uma vigilância contínua. A terceira questão seria a manutenção das nossas capacidades de combate clássicas: blindados e aviões, mas também pensar na composição desse equipamento como sendo nacional, na maior parte possível", observa.
Investir em defesa potencializa a economia e a ciência
"[Quando] se tem um circuito econômico da defesa com empregos altamente qualificados, tecnologia extremamente avançada, isso nos dá independência em algumas áreas extremamente interessantes. A defesa realmente não pode ser encarada como um conflito, mas sim como um meio para evitar esse conflito. Um país fraco fica sujeito a intervenções não só militares, mas econômicas e políticas", conclui.
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