A revista destaca que os cientistas utilizaram tecnologias de ponta de imagens de raios X e inteligência artificial (IA), conseguindo recuperar totalmente o texto sobrevivente de um papiro selado, escondido desde 79 d.C., o que abre uma nova janela para escritos antigos.
"O pergaminho [...] sobreviveu à erupção vulcânica porque o calor intenso transformou o papiro em um frágil bloco de carbono. Qualquer tentativa de desenrolar tais pergaminhos à mão corre o risco de destruí-los. Esforços anteriores, realizados nos anos 1800 e novamente no final dos anos 1900, danificaram as camadas externas, deixando apenas o núcleo interno bem compactado", detalha a matéria.
© Foto / Desafio do Vesúvio.Um pergaminho antigo, selado e carbonizado.

Um pergaminho antigo, selado e carbonizado.
© Foto / Desafio do Vesúvio.Texto recuperado de um pergaminho antigo.

Texto recuperado de um pergaminho antigo.
© Foto / Desafio do Vesúvio.A área do título do texto em um pergaminho antigo.

A área do título do texto em um pergaminho antigo.
Um pergaminho antigo, selado e carbonizado.
Texto recuperado de um pergaminho antigo.
A área do título do texto em um pergaminho antigo.
Segundo a publicação, a equipe reconstruiu digitalmente o papiro, que estava enrolado, em folhas planas, e treinou a IA para detectar tinta quase invisível. Posteriormente, papirologistas verificaram cada leitura para produzir o texto grego final.
Os cientistas recuperaram com sucesso cerca de 1,5 metro de escrita contínua em aproximadamente 20 colunas, marcando a primeira leitura digital completa de um pergaminho de Herculano fechado, acrescenta o texto.
O conteúdo recuperado parece ser um tratado de ética estoica que discute a natureza humana, o autodomínio e o desenvolvimento moral. Sua coluna final menciona Aristocreonte, estudante de Crisipo, o que sugere que o pergaminho data do século II a.C. e pode estar relacionado às obras perdidas desse filósofo.
Com mais de 600 pergaminhos fechados restantes da Villa dos Papiros, essa abordagem digital oferece um caminho promissor e não destrutivo para desvendar inúmeros escritos antigos, conclui a reportagem.


