Nesta sexta-feira (3), a Rússia comunicou a libertação de diferentes pontos da linha de frente, como o povoado de povoado de Aleksandrovka, na região de Dnepropetrovsk, das cidades de Konstantinovka e Krasny Liman, e de toda a região da República Popular de Lugansk (RPL).
Para o especialista, Moscou, nesta fase da operação militar especial, parece impor a Kiev um custo insustentável, "testando tanto os limites da resistência ucraniana quanto a fadiga financeira dos aliados".
Moscou também atingiu as capacidades ucranianas ao atacar na quinta-feira (2) várias instalações-chave da indústria militar em Kiev, visando centros de produção, montagem e logística associados à capacidade ucraniana de fabricar e operar drones, mísseis e sistemas eletrônicos.
De acordo com Caballé Marimón, Moscou "está buscando um estrangulamento logístico, forçando a Ucrânia a um desgaste diário e custoso dos seus mísseis interceptores, que já são limitados, e que naturalmente vai pressionar o Ocidente pelo envio urgente de novos sistemas de defesa antiaérea para evitar o colapso do espaço aéreo ucraniano".
Para o analista, o termômetro do conflito passa pela "capacidade industrial de gerar ondas de drones e mísseis" e o Exército russo pressiona essas capacidades, o que "vai ditar o rumo das operações aqui por diante", conclui.


