As informações foram divulgadas inicialmente pelo
porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov. Segundo Peskov, Putin ouviu um relatório do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, sobre a situação atual na
zona de segurança criada ao longo da fronteira russa.
"O presidente afirmou que foi possível concluir completamente a libertação da República Popular de Lugansk e alcançar um avanço significativo no território da República Popular de Donetsk", disse Peskov a jornalistas.
Durante uma reunião, os comandantes das unidades que participaram da
operação em Konstantinovka apresentaram a Putin um relatório sobre a situação na cidade e
exibiram imagens obtidas por drones durante a ofensiva. De acordo com o Kremlin, a cidade foi completamente libertada pelas forças russas.
Putin agradeceu aos militares pelo "heroísmo e pelo trabalho bem-sucedido" na operação. Na sequência, o presidente russo também determinou que sejam adotadas todas as medidas necessárias para retirar os civis que ainda permanecem na região.
"A libertação de Konstantinovka é de grande importância estratégica. A cidade, como todos sabemos, é um importante centro de transportes e um polo industrial fundamental", disse.
Segundo Putin, os agrupamentos de tropas "Sul" e "Centro" continuam a avançar em direção ao oeste na zona da
operação militar especial, e somente em junho assumiram o controle de seis localidades.
Diante das sucessivas vitórias, Putin destacou que não tem dúvidas de que o país vencerá o conflito na Ucrânia. Além disso, o líder russo enfatizou que os ataques massivos contra o complexo militar-industrial do país seguem em andamento.
O presidente também citou um ditado popular ao parabenizar os militares pela libertação. "Como diz um ditado popular na Rússia: a sorte favorece quem trabalha. E vocês, junto com seus combatentes, têm feito isso de forma exemplar e com elevado profissionalismo", afirmou.
Por fim, Putin pontuou que o objetivo do regime de Kiev e das chamadas "forças de paz" de alguns países europeus não é alcançar a normalidade, mas prolongar o conflito com Moscou.
"Gostaria de destacar que tanto o próprio regime de Kiev quanto os chamados 'pacificadores europeus imaginários', cujo objetivo não é a paz, mas a continuação do conflito com a Rússia até o último ucraniano, confirmam, por meio de suas declarações e ações, nossas suposições sobre suas verdadeiras intenções", declarou.
Putin também disse que os adversários da Rússia podem recorrer a atos de sabotagem e terrorismo para "reforçar as mentiras sobre seus supostos êxitos" no campo de batalha.
"As declarações fanfarronas do regime de Kiev sobre supostos sucessos, que sabemos que não existem, na verdade, nos beneficiam. Porque esses palhaços, que nunca aprenderam outra coisa, desorganizam, com suas ações e declarações, tanto a si mesmos quanto aos seus patrocinadores", concluiu.
Zona de segurança na região da fronteira
O chefe de Estado também foi informado sobre o andamento da criação da zona de segurança nas regiões de Carcóvia e Sumy, considerada por Moscou uma prioridade para proteger as áreas fronteiriças da Rússia. Conforme o líder russo, caso os ataques ucranianos contra a infraestrutura do país continuem, a área será ampliada.
"Quanto mais o inimigo atacar nossa infraestrutura, maior será a zona de segurança que teremos de criar", disse Peskov ao citar as palavras de Putin no fim da reunião.
Durante o encontro, Putin discutiu com os comandantes militares os objetivos para a campanha de verão e os planos para intensificar as operações ofensivas. Segundo Peskov, desde o início deste ano, as forças russas assumiram o controle de 133 localidades, em uma área que corresponde a mais de 3 mil quilômetros quadrados de território.
Incentivo às hostilidades no conflito ucraniano
O presidente Vladimir Putin ainda defendeu a realização de uma análise detalhada sobre o grau de envolvimento de todos os países que, segundo Moscou, incentivam as hostilidades no conflito na Ucrânia.
"O presidente também afirmou que é necessário fazer uma análise minuciosa do envolvimento de cada parte que atua como instigadora das hostilidades, destacando que essa avaliação será necessária para a adoção de decisões responsáveis", acrescentou Peskov.
Já o chefe do Estado-Maior das
Forças Armadas da Rússia afirmou ao presidente Vladimir Putin que a Ucrânia tenta convencer seus aliados ocidentais de que retomou a iniciativa no campo de batalha,
apesar da falta de avanços militares.
"Na ausência de resultados concretos em campo, o regime de Kiev procura convencer seus patrocinadores ocidentais de que retomou a iniciativa e alcançou avanços significativos. Para isso, conduz uma campanha de informação na qual apresenta supostos sucessos das Forças Armadas da Ucrânia, enquanto classifica os territórios libertados pelas tropas russas sob a formulação neutra de 'zona cinzenta'", declarou Gerasimov durante visita de Putin.
Gerasimov também destacou a Putin a importância da libertação de Krasny Liman, descrita como importante centro administrativo e um dos principais polos logísticos da região.
O líder militar também pontuou que a capacidade da Ucrânia de produzir armas de longo alcance,
incluindo mísseis de cruzeiro e balísticos, foi significativamente reduzida após ataques.
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