Em sua quarta tentativa de liderar a nação, Keiko venceu o segundo turno com 50,135% dos votos — segundo o órgão eleitoral —, superando seu rival, o esquerdista Roberto Sánchez, por uma margem de 49.641 votos.
Essa margem estreita inverte o cenário da disputa anterior de Fujimori em 2021, quando ela perdeu por cerca de 44.200 votos para o agora ex-presidente esquerdista Pedro Castillo, atualmente preso por tentar dissolver o Congresso no final de 2022.
Sánchez, considerado herdeiro político de Castillo, declarou que não reconhecerá uma gestão de Fujimori após alegar, sem apresentar provas, a ocorrência de fraude. Nos dias que antecederam o anúncio do resultado final, Sánchez liderava a contagem de votos com o apoio das regiões do interior do país.
A filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori venceu a eleição com o auxílio dos votos de peruanos residentes no exterior.
Aos 51 anos, Keiko assumirá o cargo em 28 de julho, substituindo o líder interino José Balcázar. Balcázar havia assumido a liderança da nação andina em fevereiro, após uma série de destituições e renúncias presidenciais motivadas por processos de impeachment e acusações de corrupção. A líder conservadora será a primeira mulher a chegar ao poder no Peru por meio de eleição direta e a nona chefe de Estado desde 2016.
A futura líder do Peru recebeu cumprimentos de vários mandatários latino-americanos que compartilham de suas ideias, como os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Chile, José Antonio Kast, e de El Salvador, Nayib Bukele.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, saudou a eleição de Keiko em um comunicado na terça-feira (30), destacando que a administração do presidente Donald Trump espera aprofundar a colaboração com o governo dela nas áreas de segurança, investimentos e comércio.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, usou as redes sociais para também parabenizar Keiko, desejando "pleno êxito na condução de seu mandato e na importante tarefa de agregar o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento".
"O Peru é um país irmão, com o qual o Brasil compartilha extensa fronteira e profundos laços humanos. Estamos prontos para avançar numa agenda bilateral ambiciosa, focada na ampliação do comércio e dos investimentos, na integração da infraestrutura logística e digital, na superação da fome e da pobreza, na proteção da Amazônia e no combate ao crime organizado transnacional."


