O complexo ocupa uma área total de 96 mil m², dentro do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (Pama-SP), no bairro de Santana. A primeira fase do projeto abrange 76 mil m² e tem custo orçado em R$ 55 milhões.
A gestão do espaço ficará a cargo da Associação do Museu Aeroespacial Paulista (Amapa). Visitas guiadas devem começar em 2027, com abertura ao público em geral prevista para 2028.
Dois prédios recebem visitantes já nesta sexta-feira: os pavilhões 1 e 5. O primeiro reúne réplicas do 14-Bis e do Demoiselle, aeronaves ligadas a Santos Dumont, ícone da aviação mundial.
🪖🗣️Com acervo militar e civil, Museu Aeroespacial Paulista é ativado no Campo de Marte, em SP
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) July 3, 2026
👉 Foi realizada nesta sexta-feira (3) a cerimônia de ativação do Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), no Campo de Marte, em São Paulo (SP), com a inauguração do Hangar 01.
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O pavilhão 5 concentra o "Bar dos Pilotos", com simuladores de voo do A-29 Tucano, motores do caça AMX A-1 e o Curtiss Robin, avião de 1929 que é a peça mais antiga do acervo. O espaço também exibe um satélite de monitoramento da empresa finlandesa Iceye.
Do lado externo, o público encontra os caças F-5 e AMX A-1, além dos helicópteros Super Puma e Bell UH-1H. Para a inauguração, o museu reúne quatro caças históricos: o britânico Spitfire, o alemão Messerschmitt Bf-109, o americano Corsair e um MiG-21 russo que pertenceu à força aérea da Polônia.
O acervo deve chegar a cerca de 80 aeronaves civis e militares, segundo a FAB, incluindo aviões, helicópteros, mísseis e itens do programa aeroespacial brasileiro. Parte das peças, como um Constellation, virá em comodato do Museu Asas de um Sonho, atualmente sediado em Itu (SP).
O brigadeiro Rodrigo Fernandes Santos, responsável pelo pavilhão 1, estimou, em publicação oficial da FAB, que a conclusão total das obras ocorra até 2030.
O projeto prevê ainda prédio dedicado à era espacial, uma área para o público infanto-juvenil com jogos e experiências imersivas, atendimento especializado para visitantes com transtorno do espectro autista e um espaço batizado de Safari, com aeronaves Buffalo, Esquilo e Tucano.
No centro do complexo, um monumento com quatro aviões Tucano em formação de diamante terá a altura equivalente a um prédio de seis andares.
A identidade visual do museu conta com participação do artista urbano paulistano Gabriel Menezes, conhecido como Mena, autor de murais na capital.
O Mapa se soma ao Museu Aeroespacial (Musal), unidade da FAB sediada no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, que já preserva parte da história da aviação no país.


