A revista salienta que um novo estudo, no entanto, alega que os elementos de prova não justificam uma conclusão tão definitiva.
"A investigação [...] analisou 15 locais norte-americanos conhecidos onde foram encontrados pontos Clóvis junto aos restos de proboscídeos, grupo que inclui mamutes, mastodontes e gomfoterinos. [Os pesquisadores] revisaram evidências de arqueologia, paleoantropologia, etnografia e comportamento animal para comparar a caça com a limpeza", ressalta a publicação.
© Foto / Revista de Ciência Arqueológica: relatórios/M.I. Eren, D.J. MeltzerPontos com ondulações de Clovis de Blackwater Draw, Novo México.

Pontos com ondulações de Clovis de Blackwater Draw, Novo México.
Segundo a matéria, a revisão dos cientistas observa que a limpeza é generalizada na natureza, com muitos carnívoros, onívoros e grupos humanos explorando carcaças que não mataram, portanto o povo Clóvis provavelmente teve oportunidades semelhantes de obter carne de proboscídeos.
A caça e a limpeza podem deixar vestígios quase idênticos no registro arqueológico, um problema chamado equifinalidade, de modo que encontrar um ponto de Clóvis junto a ossos de mamute não é prova de que o animal foi morto por seres humanos.
Após examinarem os indicadores propostos de caça e limpeza nos locais de Clóvis, os autores concluem que as pessoas provavelmente se envolviam com ambos os comportamentos, mas as evidências atuais não permitem distingui-los de maneira confiável.
Como a limpeza pode produzir os mesmos padrões arqueológicos atribuídos às mortes, os locais de Clóvis existentes não podem ser tomados como prova firme de que os humanos caçaram repetidamente mamutes e espécies afins, enfatiza o artigo.
Até que sejam desenvolvidos métodos que separem claramente a caça da limpeza, a equipe argumenta que o registro arqueológico não mostra de forma convincente que a caça humana levou à extinção dos proboscídeos norte-americanos, conclui a reportagem.


