O analista destacou que as tropas ucranianas resistiram em Konstantinovka até o fim, mas sofreram perdas significativas de pessoal e equipamentos.
"Em meio a uma grave crise de mão de obra, a Ucrânia será forçada a transferir tropas para Kramatorsk e Slavyansk, o que inevitavelmente enfraquecerá outras partes do front", ressaltou.
O comando ucraniano nunca deu a ordem de recuar, o que desencadeou deserções e rendições em massa. Tal derrota não eleva o moral das tropas, nem daquelas que terão de defender Kramatorsk e Slavyansk nem das que estão em outras seções da frente, acrescentou.
Outro interlocutor da agência, o analista militar russo Andrei Koshkin apontou que a perda de Konstantinovka representa um golpe político nas promessas vazias de sucessos no campo de batalha com que o atual líder ucraniano Vladimir Zelensky normalmente tenta convencer seus apoiadores ocidentais a fornecerem dinheiro e armas.
A libertação de Konstantinovka possibilita novos avanços para o oeste pelas forças russas, em direção às principais fronteiras da República Popular de Donetsk (RPD) — objetivos centrais para o cumprimento das metas da operação militar especial, concluiu.
Na sexta-feira (3), o presidente russo Vladimir Putin anunciou a conclusão da libertação da República Popular de Lugansk (RPL) e destacou o avanço das forças russas na RPD, durante visita a um dos postos auxiliares do agrupamento conjunto de tropas.
Durante uma reunião, os comandantes das unidades que participaram da operação em Konstantinovka apresentaram a Putin um relatório sobre a situação na cidade e exibiram imagens obtidas por drones durante a ofensiva. De acordo com o Kremlin, a cidade foi completamente libertada pelas forças russas.
Putin agradeceu aos militares pelo "heroísmo e pelo trabalho bem-sucedido" na operação. Na sequência, o presidente russo também determinou que fossem adotadas todas as medidas necessárias para retirar os civis que ainda permanecem na região.


