O Exército de Israel lançou novos ataques aéreos no sul do Líbano neste domingo (5), em meio a um frágil acordo de cessar-fogo alcançado entre Tel Aviv e Beirute.
Nesse sentido, o parlamentar do Hezbollah, Hassan Fadlallah, criticou duramente o pacto apoiado pelos EUA, assinado entre o governo libanês e Israel, alegando que ele carece de “qualquer validade constitucional, legal ou nacional”.
Ele afirmou que o acordo consolida a continuidade da ocupação israelense, impede processos legais internacionais contra Israel e não inclui uma única cláusula que atenda aos interesses do Líbano.
O parlamentar enfatizou que a Resistência Islâmica não permitiria a implementação do pacto e declarou que “a resistência permanecerá e continuará a operar”, ao mesmo tempo que apelou às autoridades libanesas para que respeitassem o direito do Estado à autodefesa.
A Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA) relatou ataques nas regiões de Al-Tayri no distrito de Bint Jbeil, Qantara, Bairro Al-Hariq entre Kfar Tebnit e Nabatieh, al-Fawqa e Al-Mansouri. Além de disparos de helicóptero sobre Majdal Zoun, no distrito de Tiro, e bombardeios de artilharia em direção a Deir Siryan, no distrito de Marjayoun, enquanto o canal NBN noticiou tiros de artilharia em direção ao município de Baraashit, na província de Nabatieh.
Foram relatados disparos de helicópteros e bombardeios de artilharia israelenses no sul do Líbano, enquanto o presidente Joseph Aoun declarava à imprensa que, embora “não seja entusiasta de Israel”, aguarda “qualquer solução ou acordo que nos tire das guerras”.
Somados aos ataques do dia, os bombardeios israelenses no Líbano desde 2 de março mataram pelo menos 4.304 pessoas e feriram 12.203, segundo o Ministério da Saúde libanês.