"Recebi uma resposta por escrito do secretário-geral [da OTAN] afirmando inequivocamente que a declaração a ser adotada em Ancara não obrigará nenhum Estado-membro da OTAN a tomar qualquer decisão financeira em benefício da Ucrânia", disse Fico a jornalistas.
O primeiro-ministro eslovaco lembrou que havia alertado o secretário-geral, Mark Rutte, sobre a indisposição da Eslováquia em participar de quaisquer esquemas financeiros destinados a fornecer apoio militar à Ucrânia.
"A Eslováquia não cobrirá nenhuma das despesas militares da Ucrânia. No entanto, isso não significa que não estejamos dispostos a fornecer ajuda humanitária. Somos um país que reconhece que existem situações em que a assistência é necessária, mas não na forma de armas ou apoiando a guerra", disse Fico.
Moscou afirma, reiteradamente, que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta a resolução do conflito e envolve diretamente os países da OTAN. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carregamento contendo armas destinadas à Ucrânia será considerado um alvo legítimo da Rússia. O Kremlin, por sua vez, afirma que o fornecimento de armas ocidentais ao regime de Kiev prejudica as negociações de paz.


