O clássico ibérico, Espanha e Portugal, acontece nesta segunda-feira (6), a partir das 16h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. De um lado, a seleção do técnico Luis de la Fuente, com craques como Lamine Yamal, é considerada uma das favoritas ao título do mundial. De outro, o ídolo Cristiano Ronaldo participa de sua última Copa do Mundo.
O duelo rememora um episódio bastante antigo da relação entre os dois países: o Tratado de Tordesilhas. Há mais de 500 anos, precisamente em 7 de junho de 1494, Portugal e Espanha assinavam um acordo na cidade de Tordesilhas para dividir o mundo em dois hemisférios, e isso incluiria a recém descoberta América, de onde Cristóvão Colombo havia retornado pouco tempo antes.
Os espanhóis reivindicavam as novas terras, o que gerou tensão com os portugueses. Por fim, os dois países entraram em um acordo: traçar uma linha imaginária para dividir o território entre lado leste (Portugal) e oeste (Espanha).
Em um primeiro momento, a Coroa de Castela pensou que havia levado vantagem sobre Portugal, já que, pelo conhecimento da época, acreditava-se que na parte leste haveria mais água do que terras. Contudo, em 1500, Pedro Álvares Cabral chega ao que se tornaria a Bahia e encontra terras brasileiras que, por conta do tratado, já pertenciam legalmente à Coroa portuguesa.
Na época, o acordo acabou sendo invalidado por outras nações europeias, que discordavam da repartição do mundo por decisão de apenas dois países.
O local onde aconteceu a assinatura do tratado virou um museu: o Museo del Tratado de Tordesillas, localizado no complexo arquitetônico conhecido como Casas del Tratado, na cidade de Tordesilhas, na província de Valladolid, Espanha.
