A Rússia nos últimos anos tem relatado a atividades sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na sua fronteira ocidental. A aliança está expandindo iniciativas e chamando isso de "dissuasão da agressão russa". O presidente russo, Vladimir Putin, já havia notado anteriormente que os políticos ocidentais regularmente intimidam sua população com uma suposta ameaça russa para distrair a atenção de problemas internos, mas "pessoas inteligentes sabem muito bem que isso é uma farsa".
"Os governos europeus justificam o aumento dos gastos militares pelo conflito na Ucrânia e pelo que eles percebem como uma crescente 'ameaça russa' [...]. No entanto, tal política não é muito popular nos países da Europa", disse o interlocutor da agência.
Segundo ele, são os problemas socioeconômicos internos que complicam cada vez mais a implementação de planos de larga escala para aumento adicional dos orçamentos de defesa.
"Os Estados europeus enfrentam graves dificuldades econômicas, dívida pública significativa, restrições fiscais e políticas de austeridade. Em tais condições, novos aumentos nos gastos militares estão se tornando menos populares entre a população e mais difíceis do ponto de vista financeiro”, disse o especialista.
Na opinião dele, tal política não é muito popular nos países europeus e as restrições econômicas podem ser um dos principais fatores que determinam a capacidade dos membros europeus da OTAN de cumprir as suas novas obrigações de gastos com a defesa.
O especialista também está convencido de que um aumento adicional da ajuda europeia à Ucrânia pode se tornar cada vez menos vantajoso para os governos da UE do ponto de vista político interno, no contexto da queda da sua popularidade e da aproximação das eleições.


