A decisão do STF de março havia mantido apenas algumas parcelas indenizatórias, como diárias e retroativos reconhecidos antes de fevereiro de 2026, além do quinquênio, que também possui limite de 35%. Assim, magistrados poderiam receber até 70% adicionais sobre o salário básico. Em maio, porém, os pagamentos deveriam seguir essa regra, já que o novo entendimento do STF, que liberou parte dos penduricalhos, só foi concluído no fim de junho.
"[Tribunais] têm interpretações exageradas, equivocadas, ao seu próprio favor", diz a professora. "É saque do patrimônio público. Veem a situação ficar apertada, que o controle começa a chegar de alguma maneira e querem aproveitar."
A resolução do CNJ, assinada por Edson Fachin, também é criticada por recriar benefícios extintos pelo STF e permitir que parte dos adicionais fique fora do limite de 35%, contrariando a decisão da corte.


