O técnico da seleção do Egito, Hossam Hassan, voltou a denunciar o genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (6). Em entrevista coletiva na véspera da partida contra a Argentina, o treinador afirmou que a situação do povo palestino deveria envergonhar “toda a humanidade”.
“Se alguém não sentiu o sofrimento do povo palestino, não tem humanidade”, disse Hassan.
Hassan já havia chamado atenção após a vitória que garantiu a classificação egípcia ao entrar em campo com uma bandeira da Palestina durante a comemoração no estádio de Dallas, nos Estados Unidos. Nesta terça-feira (7), a equipe enfrenta a Argentina, às 13h, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

“Ter um teto, ar-condicionado. Isso não vale para o povo palestino. Para as crianças. Temos que sentir essa empatia, seja você cristão ou muçulmano. Quando choveu aqui, buscamos refúgio. Lá, não há refúgio. Deveríamos nos envergonhar como humanidade. Todos somos iguais. Temos a mesma cara, os mesmos traços. Todo mundo faz vista grossa. Se distraem com outras coisas”, afirmou.
O treinador defendeu ainda que o futebol seja usado para dar visibilidade à causa palestina.
“Minha mensagem é usar o futebol. Dar uma vida digna ao povo palestino. Levamos o logo da Fifa por respeito, queremos respeitar o ser humano. Queremos jogo limpo na vida”, declarou.
Solidariedade do futebol egípcio à Palestina
A posição do treinador também se soma a outras manifestações de figuras do futebol egípcio. Em agosto de 2025, o atacante Mohamed Salah, ídolo da seleção, criticou publicamente a Uefa após a entidade homenagear o ex-jogador palestino Suleiman Al-Obeid, conhecido como o “Pelé palestino”, sem mencionar que ele havia sido morto em um bombardeio israelense em Gaza.
“Pode nos dizer como ele morreu, onde e por quê?”, escreveu Salah nos comentários da publicação da entidade europeia.
Na ocasião, a Federação Palestina de Futebol informou que Al-Obeid morreu enquanto aguardava ajuda humanitária no sul da Faixa de Gaza.
