A Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1, na noite desta segunda-feira (6), em Seattle, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Charles De Ketelaere marcou duas vezes, Hans Vanaken fez o terceiro e Romelu Lukaku fechou a goleada. Malik Tillman descontou para os estadunidenses. Com o resultado, os EUA se tornaram a última seleção anfitriã eliminada da competição. A vitória garantiu a Bélgica nas quartas de final. A equipe enfrenta a Espanha na próxima sexta-feira (10).
Após a partida, os belgas aproveitaram a classificação para provocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à polêmica envolvendo a liberação do atacante Folarin Balogun.
Em publicação nas redes sociais, a seleção belga compartilhou uma foto da comemoração de Lukaku e escreveu “reverte isso”, em referência às articulações que resultaram na suspensão da punição de Balogun. Em outra postagem, ironizou o costume estadunidense de chamar o futebol de “soccer”: “O nome é futebol”, escreveu, com a palavra em inglês riscada.
A controvérsia começou após Balogun ser expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela segunda fase. Pelo Código Disciplinar da Fifa, o atacante deveria cumprir suspensão automática nas oitavas de final. No entanto, o Comitê Disciplinar da entidade suspendeu a punição e autorizou sua participação contra a Bélgica.
A decisão ganhou repercussão depois que reportagens do The New York Times e da Associated Press revelaram que Trump telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso. O presidente dos EUA negou ter pressionado a entidade, mas admitiu que pediu uma revisão da expulsão. Após criticar o trabalho do árbitro brasileiro Raphael Claus em campo, o presidente dos EUA ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo seu nome.
“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, disse, sem apresentar provas.
Após as declarações de Trump, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) defendeu o profissional.
“Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita. A CBF refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus. Trata-se de um profissional exemplar”, declarou a entidade em comunicado.
A Fifa afirma que seus órgãos disciplinares atuam de forma independente.
A Federação Belga de Futebol recorreu da decisão, mas teve o pedido rejeitado pela Comissão de Apelação da Fifa, que considerou o recurso inadmissível por entender que a entidade belga não fazia parte do processo disciplinar.
