‘Militante aguerrido e comprometido do PT’, dizem parlamentares sobre morte de Chico Simões

Por Redação07/07/2026 às 19:290 visualizações
Chico
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Brasil de Fato

O vereador de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, em Minas Gerais, e ex-deputado estadual Francisco de Assis Simões Thomaz, conhecido como Chico Simões (PT), morreu na manhã de segunda-feira (6), aos 75 anos. A informação foi confirmada pela Câmara Municipal. O parlamentar estava internado em estado grave havia vários dias e enfrentava um câncer, diagnosticado em abril deste ano.

Médico ginecologista e obstetra, Chico construiu uma trajetória de mais de três décadas na vida pública de Coronel Fabriciano e de Minas Gerais, alternando a atuação na política com o exercício da medicina. Em 2024, retornou ao Legislativo municipal ao ser eleito vereador pelo Partido dos Trabalhadores, mandato que exercia até o falecimento.

Natural de Dom Joaquim, na região Central de Minas, Chico Simões nasceu em 17 de outubro de 1950. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atuou em hospitais do Vale do Aço. Também foi médico-legista da antiga Secretaria de Estado de Segurança Pública, servidor concursado do extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) e professor da Faculdade de Direito de Ipatinga.

Trajetória política marcada pela atuação em Coronel Fabriciano

A carreira política de Chico Simões começou no fim da década de 1980. Foi vice-prefeito de Coronel Fabriciano entre 1989 e 1992 e vereador de 1993 a 1996. Em seguida, assumiu a chefia do Executivo municipal por dois mandatos: de 1997 a 2000 e novamente entre 2005 e 2012.

Entre esses períodos, foi eleito deputado estadual e integrou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) entre 2003 e 2004. Renunciou ao mandato para disputar novamente a Prefeitura de Coronel Fabriciano, cidade onde consolidou sua principal base política.

Lideranças lamentam perda

A morte de Chico Simões provocou manifestações de pesar de parlamentares e lideranças políticas do estado.

O deputado federal Rogério Correia (PT) afirmou que seguia para o velório e o sepultamento do amigo, a quem definiu como “um dos militantes mais aguerridos e comprometidos do Partido dos Trabalhadores”. Segundo o parlamentar, Chico foi um prefeito marcante para Coronel Fabriciano, responsável por importantes obras e políticas sociais no município.

Rogério também destacou que o retorno de Chico à Câmara Municipal, em 2024, demonstrava seu compromisso permanente com a população.

“Esse era o compromisso de Chico Simões. É triste nos despedirmos dele, mas ele cumpriu sua tarefa aqui”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também enviou solidariedade à família e disse manter Chico Simões “na lembrança e nas orações”. Já o deputado federal Miguel Ângelo (PT) lamentou a perda e destacou o legado político do ex-prefeito.

“Minas Gerais perde uma liderança que fez da política um instrumento para melhorar a vida das pessoas, sempre com diálogo, sensibilidade e compromisso com sua gente”, destacou. 

Em sua homenagem, Miguel Ângelo prestou solidariedade aos familiares, amigos e à população de Coronel Fabriciano e do Vale do Aço, afirmando que o legado de Chico Simões continuará inspirando novas gerações.

Já o deputado federal Leonardo Monteiro (PT) classificou Chico Simões como uma das principais lideranças históricas do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais. Em mensagem publicada nas redes sociais, ressaltou sua atuação como prefeito, deputado estadual e vereador, sempre pautada pelo compromisso social e pela defesa da classe trabalhadora.

Segundo o parlamentar, Chico foi uma referência para militantes e representantes do partido, deixando uma trajetória marcada pelo engajamento em pautas sociais e pela defesa da população mais vulnerável.

O deputado estadual Celinho Sintrocel (PCdoB) também manifestou pesar pela morte do político. Em nota, destacou a dedicação de Chico Simões ao Vale do Aço, à medicina e à família, lembrando que ele sempre defendeu com lealdade os princípios em que acreditava.

Fonte
Brasil de Fato
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