A chancelaria afirmou que a decisão, tomada menos de 20 dias após a assinatura do documento, evidencia a má-fé, a instabilidade e a falta de confiabilidade do governo norte-americano.
Teerã também declarou que Washington violou repetidamente o acordo, tanto de forma direta quanto por meio das ações israelenses contra o Líbano.
O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que as operações militares posteriores dos Estados Unidos contra o Irã também representam graves violações dos Artigos 1 e 2 do texto. O Irã advertiu que tomará medidas firmes para proteger seus interesses e sua segurança nacional.
Na última terça-feira (7), o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), do Departamento do Tesouro, revogou a licença geral que autorizava a produção, comercialização e exportação de petróleo iraniano.
A medida é tratada por Washington como uma resposta a relatos de navios petroleiros que reportaram ser alvos de projéteis nos últimos dias no estreito de Ormuz. Autoridades americanas afirmaram haver indícios de envolvimento iraniano nos ataques, e Teerã ainda não comentou as acusações.
A decisão representa um novo revés nas negociações entre Washington e Teerã, e ameaça comprometer o acordo firmado entre os dois países há pouco mais de duas semanas.


