Conforme publicado pela Agência Brasil, Elias Rosa e outras equipes da administração federal se reuniram com funcionários do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para uma nova rodada de reuniões técnicas.
"Nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito de cooperação integrada de combate ao crime transnacional. Há reconhecimento de que é possível avançar nesse ponto."
Ainda de acordo com Elias Rosa, é possível que um novo encontro seja realizado com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, nos próximos dias.
Em 2 de junho, o USTR concluiu sua investigação comercial contra o Brasil e propôs uma tarifa de 25% a produtos do país com base na Seção 301 da Lei de Comércio. O prazo dado para a negociação entre os governos termina na semana que vem, em 15 de julho, dia em que as taxas podem entrar em vigor. Há, ainda, isenções para itens como carnes específicas, café, aeronaves, químicos e fertilizantes.
Dentre os temas que motivaram a sugestão para a taxação brasileira está o etanol. No entanto, Elias Rosa ressaltou que o biocombustível não entrará na pauta com os norte-americanos. Segundo o ministro, para o Brasil, o etanol não é só um assunto energético, mas também envolve o agronegócio.
"O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade. [...] Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias."


