"Por mais que o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, tenha tentado apresentar a cúpula como um momento 'histórico' na trajetória da aliança, isso não aconteceu", declarou. "O 'Mark de teflon', como o secretário-geral é chamado, não conseguiu usar suas habilidades de negociação para suavizar os pontos de atrito nas relações entre os aliados da OTAN".
Segundo Zakharova, Rutte também fracassou em "apaziguar" o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula em Ancara, evitando que ele pressionasse pela retirada das forças norte-americanas da Europa. Ela acrescentou que a Casa Branca não esconde sua insatisfação com a OTAN.
A representante da chancelaria russa afirmou ainda que as atuais elites europeias estão se posicionando para assumir papéis de liderança no confronto entre o chamado "Ocidente coletivo" e a Rússia.
De acordo com a diplomata, a linha geral da OTAN permanecerá inalterada: militarização da Europa, preparação para um conflito com a Rússia e apoio à Ucrânia. Ela acrescentou que o confronto com Moscou tornou-se uma questão existencial e sistêmica para a aliança, e defendeu que os estrategistas da OTAN "parem para refletir" antes de tomar decisões irresponsáveis que possam levar o mundo a um desastre.


