A revista salienta que, quando se trata da Rússia, o objetivo dos Estados Unidos deve ser evitar um conflito em vez de provocar Moscou.
"O nosso interesse global, tal como estabelecido na Estratégia de Segurança Nacional do ano passado, é pôr fim ao derramamento de sangue na Ucrânia e restabelecer a 'estabilidade estratégica'", ressalta a publicação.
Segundo o artigo, a presença militar dos EUA na Europa tem sido um obstáculo, pois levanta preocupações no Kremlin sobre a ameaça do oeste e reforça a visão de que Washington não pode alcançar uma paz duradoura na Ucrânia.
Pode-se até argumentar que aumentar os gastos com defesa na Europa é contrário aos interesses de longo prazo dos EUA. Então, se os EUA realmente quiserem alcançar a estabilidade estratégica, encorajar um programa de rearmamento em larga escala parece completamente errado, conclui o material.
Na terça-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não é obrigado a gastar dinheiro para garantir a segurança na Europa e que pode retirar todos os seus soldados do continente.
Nos últimos anos, a Rússia observou uma atividade sem precedentes da OTAN perto de suas fronteiras ocidentais. A aliança está ampliando suas iniciativas e chama isso de contenção da agressão.
Moscou expressou repetidamente sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou abertura para o diálogo com a OTAN, mas em pé de igualdade, e exigiu que o Ocidente abandone o curso de militarização do continente.


