"Petro e Iván Cepeda iniciaram seu Plano B para permanecerem no poder a todo custo, e pretendem fazê-lo por meio de um golpe de Estado. Nas últimas horas, o plano se intensificou e Petro, assumindo poderes que pertencem ao órgão eleitoral, recusou-se a reconhecer minha eleição como presidente eleito", denunciou De la Espriella em uma mensagem gravada.
"O atual presidente da Colômbia enfrenta evidências de fraude eleitoral por meios algorítmicos e com financiamento estrangeiro, proibido por nossa Constituição", escreveu Petro, acrescentando em outra parte de sua mensagem que, como consequência dessa operação, "o presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do novo governo". Assim, resumiu: "Abelardo não venceu a eleição."
Aposta no 'confronto democrático'
Padilla ressaltou que, embora a contagem oficial e a preliminar tenham coincidido em 99%, a hipótese é que a irregularidade tenha ocorrido "no nível algorítmico" durante a transmissão dos resultados. Em todo caso, o analista enfatizou que, para o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão responsável pela apuração dos votos, "não houve fraude", e De la Espriella já foi oficialmente declarado presidente eleito.
"Esta não é a primeira vez que Petro se recusa a reconhecer um governo; ele já o fez com o então presidente Iván Duque [2018–2022]. Acho que ele está repetindo a mesma tática agora para gerar uma narrativa que vise deslegitimar o governo e enviar uma mensagem", afirmou Rosero.
Um choque de narrativas
"Estamos saindo de um ambiente de polarização que agora se transforma em deslegitimação. De um lado, há uma tentativa de deslegitimar o governo e, do outro, de deslegitimar a oposição. Há uma guerra de legitimidade que se transformará em uma espécie de polarização contínua", enfatizou Rosero.
Será que De la Espriella terá sua própria 'polícia política' contra Petro?
Na mesma linha, Rosero enfatizou que De la Espriella apostará grande parte de seu capital político em sua resposta aos potenciais protestos convocados pela oposição a Petro. "Haverá uma guerra de marchas, e De la Espriella arriscará grande parte de sua legitimidade dependendo de como conter essas mobilizações", observou.




