Oficina de grafite encerra ciclo de atividades do V Caminhos Literários no Ceará

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Por ULYSSES MAGNO BARROS DE SOUSA09/07/2026 às 18:472 visualizações
A oficina ocorreu de forma virtual
A oficina ocorreu de forma virtual
Tribunal de Justiça do Ceará — Brasil

Sobre o papel em branco, lápis e canetinhas, as mãos de jovens do Centro Educacional Cardeal Aloísio Lorscheider (Cecal), em Fortaleza, transmitem sentimentos, extravasando o que a imaginação permite durante oficina de grafite realizada na tarde dessa quarta-feira (8). A atividade marcou o encerramento da 5ª edição do projeto “Caminhos Literários”, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que busca promover inclusão e transformação para adolescentes do sistema socioeducativo por meio do contato com a arte e a cultura.

Participante da oficina, Luís* arrisca traços com base nas características do grafite. Aplicando o estilo bubble (letras bolha), ele escreve o próprio sobrenome com canetinha. “É a minha primeira experiência aprendendo sobre o grafite e eu estou achando muito legal. O Caminhos Literários é importante, pode abrir portas para quem quiser se aprofundar nas artes”, disse. Além da oficina de grafite, Luís participou de outras atividades do projeto, apresentando na última sexta-feira, no Teatro Carlos Câmara, um rap que compôs sobre a sua própria história.

Para a assistente do Núcleo de Políticas Socioeducativas do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Execução de Medidas Socioeducativas (GMF) do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Zélia Melo, a iniciativa permite que os jovens tenham contato com atividades e experiências que muitas vezes não fizeram parte de suas vivências fora dali. “Eles se divertem e deixam a criatividade fluir, além de interagirem de maneira positiva uns com os outros. Eles podem, por meio desses momentos, colocar o que sentem para fora”, pontuou.

A oficina ocorreu de forma virtual
A oficina ocorreu de forma virtual
A oficina ocorreu de forma virtual

Jorge*, que também participou da oficina, corroborou que o momento mostrou novas oportunidades de caminhos que podem ser trilhados após o cumprimento de medida socioeducativa. “Isso aqui pode nos ajudar a decidir nossas vidas. A gente pode seguir um caminho melhor”, refletiu.

Durante a oficina de grafite, realizada virtualmente, os jovens conheceram a história dessa manifestação artística, sua importância como forma de expressão e as principais técnicas utilizadas. Na sequência, assistiram a vídeos de projetos desenvolvidos por adolescentes de outros centros socioeducativos do Brasil, como batalhas de rimas e declamações de poesias.

Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no âmbito do Programa Fazendo Justiça, o “Caminhos Literários” conta com a parceria da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE) e Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas), integrando o Judiciário e o poder público para garantir que adolescentes que respondem por atos infracionais possam ter experiências que estimulem sua criatividade e permitam outros olhares sobre a vida.

*Nomes fictícios utilizados para preservar as fontes

Fonte
Tribunal de Justica do Ceara
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