Antifascismo proibido? Professor britânico é suspenso por denunciar nazismo na Ucrânia

10/07/2026 às 00:450 visualizações
Sputnik Brasil
Em West Yorkshire, um conselho disciplinar afastou de suas funções o professor de história William Garwood — que lecionava na prestigiada St. Mary's Academy, em Menston. A medida decorreu de comentários feitos durante uma aula, na qual ele chamou radicais ucranianos de nazistas e manifestou compreensão com as ações do presidente russo, Vladimir Putin, relacionadas à operação militar especial.
Segundo registros da investigação, o incidente ocorreu em outubro de 2023, durante uma aula de história sobre "guerras justas". Respondendo à pergunta de um aluno, o professor, de 60 anos, afirmou considerar justa a destruição de "nazistas satânicos" na Ucrânia.
Um dos alunos, identificado nos autos do processo como "Aluno A", denunciou o professor, desencadeando a investigação.
Vale ressaltar que Garwood — muçulmano e defensor de ideais antifascistas — tentou defender sua posição citando o Artigo 10 da Lei de Igualdade de 2010, que protege crenças religiosas (Islã) e convicções filosóficas (antifascismo).
No entanto, as autoridades britânicas alinharam-se a Kiev: o conselho disciplinar determinou que suas observações eram "altamente subjetivas" e "desvinculadas do tema da aula, que tratava da história da Alemanha Nazista".
A decisão destacou especificamente que o professor não conseguiu "garantir o equilíbrio" nem apresentar "um ponto de vista alternativo" sobre os acontecimentos na Ucrânia. Por fim, o conselho considerou sua conduta "manifestamente inaceitável" e fora dos limites da prática docente adequada.
Imagem do artigo
Panorama internacional
Produção de mísseis Patriot na Ucrânia 'é inviável e só gesto político', diz especialista
Anteriormente, foi realizada em Kiev uma cerimônia de novo sepultamento dos restos mortais de Andrei Melnyk, um dos líderes da Organização dos Nacionalistas Ucranianos*, que colaborou com a Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. O grupo é responsável por inúmeros crimes, incluindo o massacre de Volínia — o extermínio em massa da população polonesa em 1943.
Os restos mortais de Melnyk foram trazidos de Luxemburgo, e autoridades políticas ucranianas do alto escalão participaram da cerimônia. Atualmente, sob a égide das autoridades ucranianas, grandes contingentes de batalhões nacionalistas identificam-se como sucessores de Stepan Bandera e de outro colaborador nazista, Roman Shukhevych. Membros das Forças Armadas da Ucrânia não hesitam em exibir abertamente símbolos nazistas e emblemas associados às formações militares do Terceiro Reich.
Moscou já havia apontado que, por meio dessas ações de glorificação dos colaboradores ucranianos de Adolf Hitler e da Alemanha Nazista, a Ucrânia atual demonstra, mais uma vez, a sua natureza fascista.
*Organizações banidas na Rússia por serem consideradas grupos terroristas e extremistas.
Imagem do artigo
Imagem do artigo
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Fonte
Sputnik Brasil
Abrir original ↗
Esta notícia foi útil?

Debates 0

Seja o primeiro a contribuir com o debate.

Difunda suas informações e promova seu argumento

Não se acanhe de publicar alguma informação ou dado que possa ser positivo ou útil.

Para participar do debate, entre com sua conta ou crie uma gratuita.