"[A Europa] precisa das riquezas naturais da Ucrânia, incluindo a sua produção agrícola. Várias leis ambientais foram quebradas ou relaxadas para que essa indústria bélica europeia se estabeleça na Ucrânia e possa fornecer armas para a linha de frente. Regras ambientais foram duramente abaladas, e isso já é um grande empecilho para que a Ucrânia entre na União Europeia", disse.
Para assistir a este vídeo, por favor ative o JavaScript e use um navegador que suporte recursos do HTML5
"Estão mobilizando para esse trabalho insalubre pessoas sem conhecimento técnico porque há uma escassez de mão de obra na Ucrânia para trabalhar com alguns materiais sensíveis que precisam de um treinamento maior, e a Ucrânia está ignorando isso. Então, nós estamos vendo um laboratório da precarização", comenta.
Por militarização, UE pode trocar Kiev por outro país
"Vamos supor que haja algum acordo diplomático [para finalizar o atual conflito]. A UE vai mudar suas operações para algum proxy da região, como a Romênia, a Polônia ou os Estados Bálticos. Até a Finlândia já ofereceu o seu território para ter armas nucleares. Então, a Europa pode descartar a Ucrânia e levar essa política afrontosa a outro país", destaca.
Para assistir a este vídeo, por favor ative o JavaScript e use um navegador que suporte recursos do HTML5
"A Europa fala que a Rússia é uma ameaça, mas não tem nenhum interesse em resolver [a questão] diplomaticamente e politicamente. Mas o que a Europa está fazendo é criar um exército e tentar montar uma indústria bélica, que ainda tem que ser muito bem investigada, porque sem energia, minerais e terras raras, como é que eles [europeus] vão criar essa indústria bélica?", observa.
Berlim quer liderar o processo de militarização da UE
"A Alemanha quer converter setores da indústria metal-mecânica para a de armas. A Alemanha era o motor industrial da UE e quer aproveitar a expertise. Muitas dessas indústrias já não conseguem alcançar a produção e o lucro de outrora. A Europa está com sua economia estacionada. Então, a Alemanha acredita liderar esse bloco de produção armamentista, mas será seguida por França, Inglaterra e Itália", conclui.
Para assistir a este vídeo, por favor ative o JavaScript e use um navegador que suporte recursos do HTML5



