A solidariedade ao povo venezuelano deve ser um compromisso internacionalista

Por Drielle Dias10/07/2026 às 14:380 visualizações
Grupo de 43 militantes brasileiros visitou cerca de 150 comunas socialistas em 19 estados venezuelanos
Grupo de 43 militantes brasileiros visitou cerca de 150 comunas socialistas em 19 estados venezuelanos
Brasil de Fato

Durante quase dois meses a Brigada internacionalista de Solidariedade Hugo Chávez, que reuniu 40 militantes de diversos movimentos populares do Brasil, vivenciou de perto a realidade do povo venezuelano. Apesar dos bloqueios e das sanções, encontramos um povo forte, resiliente e profundamente organizado. Passamos por seis regiões do país, visitamos mais de 150 comunas e pudemos compreender, na prática, como funciona a organização popular nos territórios.

Nas comunas, o povo é protagonista das decisões. A consulta popular é uma realidade: nada é aprovado pelo governo sem que haja participação e autorização do povo. Essa experiência nos mostrou a força da democracia participativa e do poder popular construído diariamente.

Também chama atenção a consciência política do povo venezuelano. Chávez segue vivo nas mentes, nos corações e nas práticas cotidianas, especialmente nas ruas, como as manifestações diárias e massivas pela liberdade de Nicolas Maduro e Cilia Flores, sequestrados desde janeiro a mando de Donald Trump.

Em meio às tragédias provocadas pelos terremotos que atingiram o país, a solidariedade mais uma vez se faz presente. Os movimentos populares, as comunas e organizações sociais estão mobilizados para apoiar as famílias, bairros e comunidades afetadas. A brigada permanente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também está contribuindo com as buscas, o cadastramento das famílias e as ações de solidariedade.

Como nos ensinou Fidel Castro, solidariedade não é dar o que sobra, mas compartilhar o que temos de melhor. E, neste momento, o que temos é a esperança, a organização e o compromisso de ajudar a salvar vidas e contribuir para a reconstrução da Venezuela.

Por isso, os movimentos sociais que têm o internacionalismo como um valor militante estão mobilizando uma campanha de solidariedade para que possamos esperançar e mostrar que a América Latina segue de mãos dadas na defesa da vida e da dignidade de nossos companheiros venezuelanos. Contribua por meio do pix: [email protected]

*Drielle Dias é militante do Levante Popular da Juventude

**Este é um artigo de opinião. A visão dos autores não necessariamente expressa a linha editorial do Brasil de Fato.


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