Durante quase dois meses a Brigada internacionalista de Solidariedade Hugo Chávez, que reuniu 40 militantes de diversos movimentos populares do Brasil, vivenciou de perto a realidade do povo venezuelano. Apesar dos bloqueios e das sanções, encontramos um povo forte, resiliente e profundamente organizado. Passamos por seis regiões do país, visitamos mais de 150 comunas e pudemos compreender, na prática, como funciona a organização popular nos territórios.
Nas comunas, o povo é protagonista das decisões. A consulta popular é uma realidade: nada é aprovado pelo governo sem que haja participação e autorização do povo. Essa experiência nos mostrou a força da democracia participativa e do poder popular construído diariamente.
Também chama atenção a consciência política do povo venezuelano. Chávez segue vivo nas mentes, nos corações e nas práticas cotidianas, especialmente nas ruas, como as manifestações diárias e massivas pela liberdade de Nicolas Maduro e Cilia Flores, sequestrados desde janeiro a mando de Donald Trump.
Em meio às tragédias provocadas pelos terremotos que atingiram o país, a solidariedade mais uma vez se faz presente. Os movimentos populares, as comunas e organizações sociais estão mobilizados para apoiar as famílias, bairros e comunidades afetadas. A brigada permanente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também está contribuindo com as buscas, o cadastramento das famílias e as ações de solidariedade.
Como nos ensinou Fidel Castro, solidariedade não é dar o que sobra, mas compartilhar o que temos de melhor. E, neste momento, o que temos é a esperança, a organização e o compromisso de ajudar a salvar vidas e contribuir para a reconstrução da Venezuela.
Por isso, os movimentos sociais que têm o internacionalismo como um valor militante estão mobilizando uma campanha de solidariedade para que possamos esperançar e mostrar que a América Latina segue de mãos dadas na defesa da vida e da dignidade de nossos companheiros venezuelanos. Contribua por meio do pix: [email protected]
*Drielle Dias é militante do Levante Popular da Juventude
**Este é um artigo de opinião. A visão dos autores não necessariamente expressa a linha editorial do Brasil de Fato.
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