O presidente dos Estados, Donald Trump, demitiu, na última quinta-feira (9), três integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC, na sigla em inglês), órgão federal independente que serve para auxiliar autoridades que organizam as eleições no país. Os demitidos eram os últimos membros do colegiado.
A EAC deveria ter quatro membros, mas está esvaziada a poucos meses das eleições de meio de mandato, marcadas para o próximo mês de novembro, e que vão renovar parte do Congresso estadunidense.
Dos três integrantes demitidos, Christy McCormick, indicada pelo Partido Republicano, renunciou. Segundo a agência Reuters, Thomas Hicks e Benjamin Hovland, indicados pelo Partido Democrata, foram demitidos por e-mail.
O que é a EAC
A EAC foi criada pelo Congresso dos EUA em 2002, funcionando como um centro nacional de apoio à administração eleitoral. O órgão certifica sistemas de votação utilizados pelos estados e mantém o formulário nacional de registro de eleitores por correspondência.
Pela lei estadunidense, os quatro membros devem ser indicados pelo presidente, mas precisam ser aprovados pelo Senado. Os cargos devem ser divididos entre membros dos partidos Republicano e Democrata.
Agora, o EAC terá que voltar a ter membros para poder tomar decisões. Pelas normas, é preciso da aprovação de pelo menos três integrantes para qualquer decisão. A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre eventuais indicações para a comissão.
De acordo com informações da Reuters, um funcionário do governo estadunidense confirmou que a gestão republicana tem trabalhado com agências e autoridades locais para proteger as eleições de novembro contra fraude. Em várias oportunidades, Trump já indicou ter havido fraude na eleição presidencial de 2020, quando perdeu para o democrata Joe Biden. O republicano jamais provou a acusação.
