A rede nacional foi restabelecida e passou por um período de instabilidade após o colapso, mas a baixa capacidade de geração persistiu, e os apagões se estenderam por mais de 20 horas.
"Houve uma desconexão total do sistema elétrico. Os protocolos foram ativados para iniciar a recuperação", informou o Ministério de Energia e Minas na rede social X.
Além disso, os cortes de energia afetam serviços básicos, como o abastecimento de água, e vários locais da capital cubana não recebem esse serviço há mais de uma semana.
O governo confirmou que não há combustível suficiente para manter em funcionamento a rede de pequenas estações de geração, e as obsoletas centrais termelétricas operam apenas com o petróleo bruto nacional.
A ilha caribenha, com cerca de 10 milhões de habitantes, tem sofrido com apagões durante horas e até dias devido à rede elétrica precária prejudicada pelo bloqueio imposto pelos EUA ao fornecimento de petróleo para Cuba.
A crise energética se agravou após a operação militar dos EUA na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Desde então, o presidente dos EUA, Donald Trump, proibiu que Cuba recebesse combustível de Caracas.
Além disso, em 29 de janeiro, Trump anunciou a imposição de sanções adicionais a países que enviassem petróleo para a ilha, além das sanções que estão em vigor desde o início da década de 1960.
Sem suprimento de combustível, outros serviços básicos estão interrompidos na área da saúde, como de alimentos.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que Washington busca "asfixiar" a economia da ilha por meio de um cerco energético.
Na semana passada, a Assembleia Nacional cubana aprovou um pacote de 176 medidas econômicas para impulsionar a economia do país.


