As novas restrições têm como alvo, entre outros, o banqueiro iraniano Ali Ansari, acusado de manter vínculos com Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo do Irã, e com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), segundo comunicado do Tesouro. A lista de sanções também inclui casas de câmbio iranianas.
As sanções determinam o bloqueio de ativos sob jurisdição dos EUA, a restrição de transações por cidadãos e empresas americanas com os alvos sancionados e punições contra estrangeiros que mantenham negócios com as entidades sancionadas.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país concordou em dar continuidade ao processo de negociações com o Irã, supostamente a pedido de Teerã, embora tenha indicado que o cessar-fogo havia chegado ao fim.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, visitará Omã no sábado (11), liderando uma delegação para negociações sobre o estreito de Ormuz e laços bilaterais, segundo a Agência Oficial de Notícias do Irã, IRNA.
As hostilidades no Oriente Médio foram retomadas durante a madrugada de quarta-feira (8), quando as forças norte-americanas lançaram uma série de ataques de grande intensidade contra o Irã. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que a ação foi uma retaliação às medidas iranianas contra embarcações comerciais que transitavam pelo estreito de Ormuz.
O Irã fez ataques de retaliação contra bases militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait e acusou Washington de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades, que também previa um futuro levantamento das sanções contra Teerã.
Mais cedo, o site de notícias Axios informou que uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã deverá ocorrer na próxima semana, possivelmente na Suíça.


