O tema do encontro foi justamente minerais críticos. Segundo ele, o Brasil não é um "analfabeto" no assunto e tem "capital intelectual e estrutura institucional muito superior ao que imaginava inicialmente".
"Nesta reunião ficou claro o potencial de conhecimento que o Brasil tem em todas essas coisas que parecem uma coisa só da China, obcecada a ser a única do mundo, e da inveja do Trump, de querer tomar o conhecimento da China."
Ainda segundo o presidente, para o Brasil ganhar destaque no mercado de terras raras, basta direcionamento estratégico.
"Falta uma decisão política, falta uma decisão de governo, o que o governo deseja que aconteça nesse país e o que o governo quer propor à sociedade brasileira." Ele argumentou que o Brasil precisa dominar o processamento e a industrialização desses recursos.
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com 23% do total global (aproximadamente 21 milhões de toneladas). A China detém entre 35% e 40% (cerca de 44 milhões de toneladas), e concentra a produção do samário, elemento vital para motores elétricos e equipamentos de defesa.
Tramita no Senado a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), que prevê um fundo garantidor para estimular projetos e um crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.


