Líder supremo do Irã promete vingança por assassinato de Khamenei; Trump ameaça com mísseis

Por Redação11/07/2026 às 14:020 visualizações
Iranianos fazem apelo por vingança durante funeral de Ali Khamenei
Iranianos fazem apelo por vingança durante funeral de Ali Khamenei
Brasil de Fato

A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar após declarações cruzadas entre o líder supremo do Irã e a Casa Branca. Em publicação nas redes sociais, neste sábado (11), o aiatolá Mojtaba Hosseini Khamenei, que assumiu o posto após o assassinato de seu pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, afirmou que a vingança pela morte de seu antecessor é uma exigência do povo iraniano que será executada.

“Prometemos cobrar vingança por seu sangue puro e pelo sangue de todos os mártires dessas duas guerras, de seus assassinos criminosos e desonrados. Esta vingança é o mandato de nossa nação e será definitivamente executada”, declarou Mojtaba após os atos fúnebres na cidade de Mashhad, onde multidões protestaram entoando palavras de ordem contra Washington.

Do outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, a Truth Social, para reiterar ameaças contra o território iraniano na madrugada deste sábado. O líder estadunidense afirmou ter ordenado que as Forças Armadas fiquem de prontidão para um ataque massivo.

“Mil mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros a serem lançados imediatamente em seguida”, escreveu o republicano. Trump declarou ainda que o plano militar prevê “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã” por um período de até um ano.

Na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada nos dias 7 e 8 de julho, na Turquia, Trump voltou a atacar o Irã. “Eles querem eliminar o líder dos EUA, eu. Estou em todas as listas deles”, afirmou o mandatário a bordo do avião presidencial Air Force One.

O estopim para a nova crise teria sido o compartilhamento de supostos relatórios de inteligência fornecidos pelo governo de Israel aos EUA, detalhando o suposto plano de assassinato contra Trump, conforme revelado pelo jornal Wall Street Journal. Até o momento, a missão do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) e a embaixada israelense em Washington não se pronunciaram oficialmente sobre os relatórios.

O acirramento dos discursos ocorre em meio a confrontos militares na região do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mantiveram conversas telefônicas para coordenar os próximos passos no Golfo Pérsico.

Irã mantém negociações sobre o Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, desembarcou neste sábado em Mascate, capital de Omã, para reuniões com autoridades omanitas sobre a implementação do memorando de entendimento para o fim da guerra, além de discutir a segurança no Estreito de Ormuz e os desdobramentos da crise regional.

Segundo o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, a visita dá continuidade às consultas mantidas entre Teerã e Omã nos últimos meses sobre a navegação na região.

Paralelamente, uma delegação técnica iraniana participou de reuniões em Doha, no Catar, para avançar na aplicação do acordo mediado pelo Paquistão, com a participação de representantes catarianos e paquistaneses.

Na capital catariana, enviados do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, também se reuniram com autoridades locais. Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã “tem cumprido sua palavra” no memorando de entendimento e acusou Washington de descumprir o acordo. “Só pode haver cumprimento mútuo”, escreveu, em referência às críticas do governo iraniano à atuação dos Estados Unidos.

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Brasil de Fato
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