Em publicação nas redes sociais, o Comando Central declarou que um tripulante desta embarcação está desaparecido e que o navio não tem como prosseguir viagem por danos, enquanto o Irã não assume a autoria de qualquer ataque deste gênero.
"O Irã recebeu mais uma oportunidade de demonstrar adesão ao Memorando de Entendimento — após ter sido responsabilizado por ataques anteriores a navios comerciais —, mas falhou novamente. Em resposta, os Estados Unidos estão impondo um custo elevado ao continuar a reduzir a capacidade do Irã de atacar marítimos civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito."
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, também foi às redes sociais para comentar os ataques, responsabilizando Teerã pela situação: "Irã fez uma escolha ruim. Agora eles pagam".
A Press TV, filiada da IRIB, noticiou que explosões abalaram as cidades de Bushehr e Asaluyeh, no sul do Irã. Bombardeios de Chabahar e Qeshm também foram ouvidos.
A nova rodada de ataques norte-americanos acontece horas após a Marinha do IRGC anunciar o fechamento temporário do estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. Em comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB, a força naval afirmou que a decisão foi tomada após embarcações, supostamente incentivadas por uma "potência estrangeira", desrespeitarem as determinações iranianas sobre a navegação na área.
"Diante dessa violação de segurança decorrente de interferência estrangeira ilegal, o estreito de Ormuz será temporariamente fechado até novo aviso e até que os Estados Unidos cessem sua interferência nesta região. Nenhum navio terá permissão para passar."
Também neste sábado, Irã e Omã concordaram em dar continuidade às conversas técnicas e políticas sobre a navegação no estreito de Ormuz. Segundo a Al Jazeera, Omã teria proposto duas rotas separadas no estreito, uma por águas iranianas e outra por águas omanenses. Teerã, porém, defende uma gestão única envolvendo os dois países.
Após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, Teerã intensificou seu controle sobre o estreito de Ormuz — uma via navegável estratégica por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e derivados via marítima —, impedindo a passagem segura de navios ligados a Tel Aviv e Washington.


