Poloneses lotam atos em memória do Massacre da Volínia e reforçam tensão com a Ucrânia

11/07/2026 às 18:110 visualizações
Sputnik Brasil
Na vila de Domostawa, na região de Podkarpacie, uma multidão se reuniu no monumento dedicado às vítimas da tragédia. O ato contou com a participação de moradores da região e de outras partes do país, grupos de motociclistas, integrantes do movimento escoteiro nacional e fiéis da diocese católica local. O grande número de participantes provocou congestionamentos nas estradas e lotação dos estacionamentos.
As cerimônias começaram com uma missa em memória das vítimas. O monumento, com mais de 10 metros de altura, é uma estrutura metálica que traz, ao centro, a imagem de um bebê crucificado sobre um tridente e, nas laterais, os nomes de vilarejos cujas populações foram exterminadas por nacionalistas ucranianos.
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Panorama internacional
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Homenagens semelhantes ocorreram em diversas regiões da Polônia e contaram com a presença de autoridades, entre elas o presidente Karol Nawrocki.
Os massacres de poloneses étnicos na Volínia, na Galícia Oriental e em regiões vizinhas, entre 1939 e 1945, continuam sendo um dos principais pontos de atrito nas relações entre Varsóvia e Kiev. O período mais violento, entre 1943 e 1945, é reconhecido pela Polônia como um genocídio atribuído a nacionalistas da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN) e do Exército Insurgente Ucraniano (UPA).
As relações entre os dois países voltaram a se deteriorar após Vladimir Zelensky, dar, em maio, o nome de "Heróis da UPA" a uma unidade militar em homenagem ao Exército Insurgente Ucraniano.
Em resposta, Nawrocki retirou de Zelensky a Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração da Polônia, que havia sido concedida em 2023 pelo então presidente Andrzej Duda.
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