A Venezuela segue recebendo ajuda internacional para se recuperar da destruição provocada pelos terremotos que atingiram o país em 24 de junho. Nesse sábado (11), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou um hospital de campanha oferecido pelo Catar localizado na Universidade Nacional Experimental de Segurança (Unes), em Caracas, capital venezuelana. O país possui 13 hospitais de campanha ofertados pela solidariedade internacional, de acordo com o governo, que calcula que mais de 86 mil famílias foram atendidas em quase três semanas após a tragédia.
Neste domingo (12), um avião de carga portando 25 toneladas de suprimentos aterrissou no país vindo da Rússia. Entre os suprimentos estão medicamentos, alimentos e itens para casa. O chanceler venezuelano Yvan Gil agradeceu a doação em postagem na rede social X. Ele informou que a distribuição será feita por meio dos centros organizados para a proteção da população afetada.
Em postagem feita no X, ainda no sábado (11), o presidente do Congresso Venezuelano e irmão da atual presidente do país, Jorge Rodríguez, informou que mais 31 mil funcionários e 30 mil voluntários estão mobilizados no país para garantir auxílio à população afetada pelo terremoto. Antes da chegada dos novos suprimentos russos, um total de 10 mil toneladas de doações foram distribuídas.
Vítimas
De acordo com o último balanço do governo venezuelano, 4.333 pessoas morreram por conta dos terremotos, 16.740 ficaram feridas e 856 edifícios foram danificados, sendo que 190 desabaram totalmente.
Em coletiva de imprensa, Jorge Rodríguez informou que 17.907 pessoas permanecem sem moradia, enquanto 18.437 estão alojadas em 94 acampamentos temporários instalados em Caracas, La Guaira e Miranda.
O governo estima a necessidade de construir ao menos 25 mil moradias para atender à população afetada e informou que as primeiras 200 casas deverão ser entregues na próxima semana. A meta é desocupar até setembro ou outubro as escolas transformadas em abrigos, antes do início do próximo ano letivo.
O plano habitacional prevê a construção de moradias transitórias, a compra e conclusão de imóveis já existentes e a criação de novos conjuntos urbanos projetados para resistir a terremotos. O governo também anunciou que pretende reformar a legislação sobre aluguel para estimular a ocupação de imóveis vazios e abrir linhas de crédito subsidiadas para aquisição de moradias.
