"As negociações em Mascate concentraram-se, de forma geral, nas questões relacionadas à regulamentação da navegação no estreito de Ormuz. Infelizmente, os Estados Unidos impediram que um acordo fosse alcançado ao exercerem pressões abertas e veladas sobre Omã", informou a chancelaria iraniana em comunicado divulgado em seu canal no Telegram.
Na última sexta-feira (11), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou a Mascate para discutir com autoridades omanenses mecanismos de gestão da navegação no estreito.
Segundo o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, o futuro modelo de administração da passagem marítima deverá ser definido por meio de consultas entre Irã e Omã, levando em consideração os acontecimentos dos últimos meses e as ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
Em meio ao aumento das tensões na região, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) anunciou o fechamento do estreito de Ormuz até o fim da intervenção dos Estados Unidos na região e garantiu que nenhuma embarcação seria autorizada a atravessar a via marítima.
Mais cedo, autoridades iranianas afirmaram que o país está pronto para defender com uso da força na região. "Esta rota é mais importante do que dezenas de bombas atômicas, o Irã a defenderá", disse o assessor do líder iraniano Mohsen Rezaei, citado pela ISNA.
Por sua vez, o representante da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, também declarou a intenção de Teerã de lutar pelo estreito de Ormuz. "Tomamos o estreito de Ormuz pela força e pela força vamos preservá-lo", escreveu um deputado na rede social X.


